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A um dia da maior aproximação, cometa Ison já é visto perto do Sol

Do UOL, em São Paulo

27/11/2013 15h59

O cometa Ison se aproxima do Sol e chegará no ponto mais próximo da estrela nesta quinta-feira (28). Ele passará a apenas 1,17 milhão de quilômetros, quando será submetido a temperaturas de 2.700ºC. Os astrofísicos americanos estão divididos sobre o que acontecerá, embora a maioria aposte em que ele vai se desintegrar. 

Os cometas são bolas congeladas de poeira espacial, vestígio da formação de estrelas e planetas há bilhões de anos.

Por isso, quando se aproximam demais de uma estrela quente, como o Sol, com frequência seu núcleo congelado derrete. Mas se ele sobreviver, poderá ser visto em sua trajetória de "volta", em dezembro.

"Muitos de nós pensamos que poderia se partir em mil pedaços e alguns acreditam que sequer sobreviva", depois que passar quase raspando pelo Sol, declarou o especialista em cometas Carey Lisse, do Laboratório de Física Aplicada Johns Hopkins, durante uma coletiva por telefone.

Ele acrescentou, no entanto, que há outros que pensam que a massa congelada "de fato sobreviverá e ressurgirá" do outro lado do Sol, embora um tanto diminuído pelo calor solar.

"Penso que talvez tenha 30% de chances de consegui-lo", afirmou Lisse.

Espaçonave registra aproximação de cometa Ison ao Sol

O cometa é "como uma bola de neve perdida", explicou, e "talvez a metade ou a terça parte seja água, razão pela qual é bastante frágil". Também é menor do que a maioria dos cometas, com 1,2 km de diâmetro.

"O tamanho médio de um cometa é de uns três quilômetros de diâmetro, razão pela qual o cometa provavelmente tem a metade do tamanho do cometa médio típico", acrescentou.

O que quer que aconteça, os astrônomos observarão com entusiasmo.

"Nunca vimos um cometa como este procedente da nuvem de Oort indo para a zona da órbita do Sol", disse o astrofísico Karl Battams, do Laboratório de Pesquisa Naval em Washington.

"Realmente não temos experiências anteriores às quais possamos nos remeter para avaliar ou prever o que vai acontecer", afirmou Battams, destacando que o Ison "é um objeto muito peculiar e fascinante".

Os cientistas dizem que o cometa tem a mesma origem do Sistema Solar, há 4,5 bilhões de anos, e se preservou "em profundo congelamento na nuvem de Oort na metade do caminho até a próxima estrela pelos últimos 4,5 bilhões de anos, explicou Lisse.

Se o Ison sobreviver à sua passagem perto do Sol, será visível à noite de dezembro até fevereiro, passando mais perto da Terra (a 64 milhões de quilômetros) em 26 de dezembro.

A agência espacial americana (Nasa) está reunindo uma mesa redonda de astrônomos desde as 14h00 de quinta-feira, horário de Brasília, para responder a perguntas do público e da comunidade científica, enquanto acompanham a passagem do cometa perto do Sol. (Com AFP)

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