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Vendas da Huawei podem cair até 25% neste ano, dizem analistas

Vários especialistas disseram esperar que as vendas da Huawei vão cair nos próximos seis meses - Bruna Souza Cruz/UOL
Vários especialistas disseram esperar que as vendas da Huawei vão cair nos próximos seis meses Imagem: Bruna Souza Cruz/UOL

Sijia Jiang e Josh Horwitz

Da Reuters, em Hong Kong e Xangai

24/05/2019 11h34

A fabricante chinesa de equipamentos para telecomunicações Huawei, atingida por sanções dos Estados Unidos, poderá ver suas vendas caírem em até 25% neste ano e enfrenta a possibilidade de seus smartphones desaparecerem dos mercados internacionais, disseram analistas.

As vendas de smartphones da Huawei, segunda maior fabricante de smartphones do mundo em volume, podem cair entre 4% e 24% em 2019 se as sanções dos EUA continuarem, de acordo com Fubon Research e Strategy Analytics.

Vários especialistas disseram esperar que as vendas da Huawei vão cair nos próximos seis meses, mas se recusaram a dar uma estimativa real, devido às incertezas em torno das políticas dos EUA.

O Departamento de Comércio dos EUA impediu que a Huawei comprasse produtos norte-americanos na semana passada em meio ao aumento da disputa comercial com a China.

A proibição se aplica a bens e serviços com 25% ou mais de tecnologia ou materiais originados nos EUA e pode, portanto, afetar empresas não americanas.

"A Huawei poderá ser eliminada do mercado de smartphones da Europa Ocidental no próximo ano se perder o acesso ao Google", disse Linda Sui, diretora de estratégias de smartphones da Strategy Analytics.

Ela prevê que as vendas de celulares da Huawei caiam mais 23% no próximo ano, mas acredita que a companhia poderia sobreviver pelo tamanho do mercado chinês.

A Fubon Research, que anteriormente previa que a Huawei venderia 258 milhões de smartphones em 2019, agora espera que a empresa venda 200 milhões no pior cenário.

A Huawei possui quase 30% do mercado global, de acordo com o IDC, e vendeu 208 milhões de celulares no ano passado, sendo metade em mercados fora da China. A empresa conta a Europa como o mercado mais importante para seus smartphones premium.

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