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Maior tempestade solar em anos gera show de auroras boreais; veja

Aurora Boreal vista de cabine de avião nos Estados Unidos - Reprodução/Twitter
Aurora Boreal vista de cabine de avião nos Estados Unidos Imagem: Reprodução/Twitter

De Tilt, em São Paulo

14/10/2021 16h59Atualizada em 14/10/2021 16h59

Uma tempestade solar deu origem a um "show" de auroras boreais em diversas partes do mundo. O evento geomagnético criou cenários extraordinários na Islândia, Canadá e no norte dos Estados Unidos e da Europa. Em um dos registros, o piloto de um avião tirou uma foto com vista panorâmica do fenômeno se misturando às luzes do estado de Iowa (EUA).

Os avistamentos tiveram início na madrugada de terça-feira (12), até mesmo em regiões como Austrália e Nova Zelândia, onde a ocorrência do evento não é comum, já que os países ficam fora da tradicional área de ocorrência.

A aurora boreal ocorre quando partículas elétricas emitidas pelo Sol, conhecidas como "vento solar", entram na atmosfera da Terra e colidem com gases como oxigênio e nitrogênio, causando as características ondas de luz verde no céu, que podem assumir formatos de arcos, espirais e auréolas.

Em algumas das localidades que observaram o fenômeno esta semana, como o Canadá, ele era tão intenso que pôde ser capturado com câmeras de celular. Moradores de cidades canadenses foram às redes sociais compartilhar o céu totalmente tomado pelo verde.

O que provocou a grande tempestade solar observada esta semana foi uma ejeção de massa coronal no Sol, sinônimo de uma grande erupção de gás ionizado, que constitui parte do vento solar e que, quando atinge o campo eletromagnético terrestre, gera os meios necessários para o surgimento das auroras boreais.

A explosão do tipo M1.6 ocorreu às 3h40 (no horário de Brasília) do sábado (9). Cientistas já alertavam que a ejeção, conhecida pela sigla CME ("ejeção de massa coronal", em inglês), iria alcançar nosso planeta no começo desta semana, já que foi registrada em um ponto do disco solar que estava voltado em direção à Terra, detalhou o site de meteorologia MetSul.

No final da segunda-feira (11), magnetômetros na Suécia e outros países começaram a registrar um repentino impulso geomagnético. O satélite DSCOVR captou a massa ainda no mesmo dia, às 22h48 (no horário de Brasília), chegando à Terra menos de uma hora depois, o que desencadeou uma tempestade geomagnética do tipo G2, considerada moderada na maioria do planeta, ainda que com potencial de ser severa nos polos.