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Usada por médicos contra covid, máscara N95 ganha versão reutilizável

Máscara é feita de silicone e tem entrada para dois filtros - Divulgação/MIT
Máscara é feita de silicone e tem entrada para dois filtros Imagem: Divulgação/MIT

Mirthyani Bezerra

Colaboração para Tilt

23/07/2020 14h05

Sem tempo, irmão

  • Cientistas melhoraram a máscara N95, considerada uma das mais eficazes
  • A máscara tem dois filtros que podem ser inseridos na frente dela
  • Elas seriam capazes de filtrar pelo menos 95% das partículas virais do ar
  • Novo modelo é feito de silicone e pode ser reutilizado
  • Cada uma custaria cerca de US$ 7 (cerca de R$ 36)

Cientistas da Universidade de Harvard e do MIT reinventaram um tipo de máscara que já era considerada um dos mais eficazes para bloquear a transmissão de partículas de coronavírus pelo ar: a N95. Agora o novo protótipo pode ser reutilizado, depois de passar por um processo de esterilização.

Isso é importante porque as N95 já são bastante usadas por profissionais de saúde de todo mundo e, por isso, vivem em falta no mercado. Segundo os pesquisadores, o protótipo garante a proteção usando na frente da máscara um ou dois filtros de polipropileno, material usado nas N95 atuais.

A nova máscara é feita de borracha de silicone e equipada com um sistema chamado de iMasc (Injeção Moldada Autoclavável, Escalável, Conformável), projetado com uma modelagem 3D para simular o comportamento e a deformação do design de silicone quando usado em diferentes tipos de formatos e tamanhos de rosto.

As N95 atuais ficam justas no rosto, em vez das máscaras cirúrgicas frouxas que a gente vê por ai, e são feitas de fibras de polipropileno, capazes de filtrar pelo menos 95% das partículas virais transportadas pelo ar. Todas as máscaras produzidas com esse tipo de material devem ser descartadas após serem expostas ao vírus.

Os pesquisadores afirmam que seu protótipo vem para ajudar a salvar a vida de profissionais de saúde que, devido à escassez de máscaras, muitas vezes precisam aplicar métodos não comprovados para limpar e reutilizar seus EPIs (equipamentos de proteção individual).

"Queríamos maximizar a capacidade de reutilização do sistema e queríamos sistemas que pudessem ser esterilizados de várias maneiras diferentes", diz o gastroenterologista Giovanni Traverso, do Brigham and Women's Hospital, afiliado a Harvard.

No estudo, os desenvolvedores estimam que o custo aproximado das máscaras podem ser de aproximadamente US$ 7 cada (cerca de R$ 36). Os filtros custariam em média US$ 0,50 cada (R$ 2,50). Já as máscaras N95 tradicionais custam em média um dólar cada (R$ 5).