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Nasa mapeia "asteroide do apocalipse" para missão espacial ainda em 2020

Bennu, o "asteroide do fim do mundo", receberá uma sonda da Nasa em 2020 - Divulgação/2020
Bennu, o 'asteroide do fim do mundo', receberá uma sonda da Nasa em 2020
Imagem: Divulgação/2020

Helton Simões Gomes

De Tilt, em São Paulo

28/03/2020 13h24

Desde que foi descoberto há mais de duas décadas, Bennu vem sendo tratado como o "asteroide do apocalipse" por sua probabilidade de colidir com a Terra. Agora, a NASA divulgou o mapa em alta resolução do corpo celeste que será usado por uma missão que irá até sua superfície ainda em 2020.

As imagens foram registradas pela sonda OSIRIS-Rex, que pousará no asteroide no segundo semestre deste ano e ficará por lá até 2021. Quando voltar à Terra em 2023, trará material que será estudado por cientistas e poderão trazer novas informações como o sistema solar surgiu.

O mapa publicado pela Nasa é uma compilação de 2.155 imagens feitas pela sonda entre 7 de março e 19 de abril de 2019, enquanto estava a uma distância de 3 km a 5 km de Bennu.

Segundo a Nasa, este é o mapa com maior resolução já feito de um corpo celeste. Ele já ajudou a agência espacial norte-americana a selecionar onde a OSIRIS-Rex irá pousar em sua missão pelo asteroide. Havia quatro lugares promissores. Ao analisar o mapa, a agência optou por uma cratera de 140 metros de largura, batizada de Nightingale (rouxinol, em português).

Chamado oficialmente de 101955 Bennu, o asteroide quase 500 metros de diâmetro e foi descoberto em 11 de setembro de 1999. Ele descreve uma trajetória que cruza a cada seis anos com a órbita terrestre, ou seja, "passa" perto da Terra. É bom ter em mente que esse "passar perto" é uma consideração feita com base em medidas astronômicas.

Ainda assim, astrônomos calculam que não é desprezível a chance de o asteroide colidir com a Terra. Essa probabilidade é de 1 chance em 2.500. Isso, no entanto, só deve acontecer no ano 2135.

A chance de colisão é remota, mas a Nasa não perde Bennu de vista. Ele é monitorado desde que foi descoberto, assim como diversos outros asteroides. Para ampliar o grau de observação, a Nasa enviou em 2016 a sonda OSIRIS-REx até ele.

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