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Quer um smartphone resistente? Então preste atenção nestes detalhes

Celular CAT S60 da Caterpillar: resistente, mas pouco atraente para o grande público - Divulgação
Celular CAT S60 da Caterpillar: resistente, mas pouco atraente para o grande público Imagem: Divulgação

Rodrigo Lara

Colaboração para Tilt

28/09/2019 04h00

Sem tempo, irmão

  • Aparelhos podem ser revestidos por materiais como metal, plástico, vidro e cerâmica
  • Metal protege e também deforma; vidros como o Gorilla Glass são bonitos e resistentes
  • Recursos adicionais como certificado contra água e poeira são pontos positivos
  • Películas de vidro temperado e capas com bordas ressaltadas blindam mais o aparelho

Só quem já teve um celular que levou um belo tombo e viu o estrago da queda sabe a dor que isso provoca --no coração e no bolso. Para ser prevenir disso, você tem duas opções: ir atrás de um aparelho feito para resistir a danos, como os da Caterpillar, ou prestar atenção nos materiais usados na construção do seu próximo smartphone.

Como a maioria das pessoas escolhe a segunda opção, é importante saber que aparelhos com visual muito atrativo tendem a ser os que mais sofrem nas quedas.

Evite telas gigantes e bordas infinitas

Um exemplo são as telas grandes, que viraram quase um padrão na indústria, mas são um ponto fraco dos aparelhos.

Os fabricantes têm buscado criar smartphones mais resistentes, mas com as telas grandes e as 'bordas infinitas' aumenta a chances de danos, porque há uma área maior sujeita a quebras e riscos. E o custo reparatório também é maior
Danilo Martins, sócio-diretor da Yesfurbe, empresa que vende celulares usados remodelados

As bordas servem como uma proteção importante, então, se possível, evite celulares que cubram esta área, especialmente os cantos, com vidro.

Observe o revestimento

Os aparelhos podem ser revestidos por quatro tipos de materiais: metal, plástico, vidro e cerâmica.

De cara, você pode achar que o metal é a melhor opção. O alumínio é resistente e pode salvar o seu aparelho após uma queda, mas é leve e maleável. Isso quer dizer que se deforma com bastante facilidade e tende a manter sua nova forma. "Ou seja, ele não desamassa depois de um impacto. Assim, amassados e dobras se tornam um problema", diz Baltus Bonse, professor do Departamento de Engenharia de Materiais da FEI.

A cerâmica, além de apresentar um visual mais elegante, é mais resistente que o vidro, então leva vantagem. "Se o vidro do aparelho for de um tipo especial, como os Gorilla Glass, ele tende a ser mais resistente, mas ainda assim fica atrás das outras carcaças", aponta Martins.

Por outro lado, tanto vidro quanto cerâmica sofrem com uma espécie de "efeito sabonete". "Eles são escorregadios, especialmente quando são manuseados com as mãos úmidas", ressalta Bonse.

Já o plástico, o "patinho feio" dos materiais listados e cada vez mais raro no revestimento dos aparelhos, é a melhor opção para quem procura resistência. Ele perde pro alumínio, mas ganha disparado do vidro e da cerâmica.

"Você pode até quebrar o plástico, mas na maioria das vezes, se dobrar ou amassar, ele voltará a sua forma original, tornando-o menos sujeito a amassados, dobras ou quebras", diz Bonse.

Busque proteção contra água e poeira

Mesmo que você escolha uma carcaça mais resistência, vale notar se o aparelho conta com vidros reforçados, como o Gorilla Glass, em outras partes, como a tela.

Outro ponto que merece atenção é a resistência a líquidos. Aparelhos com a certificação IP68 podem ficar submersos em 1,50 metro de profundidade, por até 30 minutos. "É uma boa forma de evitar que o seu smartphone encontre o triste fim após aquele fatídico mergulho na privada", diz Martins.

Invista numa película de vidro temperado

Pouca gente usa celular sem capinha e película na tela. Isso é fundamental para quem busca proteção. Mas saiba que existem dois tipos de películas: as sólidas e as líquidas.

No caso das sólidas, ela pode ser feita de vidro temperado, gel (ou TPU) e PET. "O vidro temperado é considerado o mais resistente a danos por ter várias camadas: silicone na parte inferior, cola adesiva no meio, e um filme de PET revestindo a camada superior. A desvantagem é que essas películas tendem a ser mais grossas. E se errar a sua aplicação na tela, ao tentar removê-lo esse protetor tende a quebrar", diz Bonse.

Já as películas de TPU, também conhecidas por "hidrogel", são uma boa opção tanto para quem carrega o smartphone dentro de bolsas quanto para quem tem um aparelho com as chamadas "telas infinitas". "Elas se adaptam a esse tipo de tela e acabam sendo recomendadas para proteger esse tipo de smartphone", diz André Castro, Gerente de Operações do Grupo PLL.

Em termos de proteção "bruta", porém, Castro salienta que as películas de vidro temperado acabam sendo mais resistentes a impactos, já que as de hidrogel "isolam" menos a tela do aparelho após uma pancada.

Escolha capas com bordas ressaltadas

E, por fim, as polêmicas capinhas. Aqui, há modelos dos mais variados materiais, tanto rígidas quanto flexíveis. O ideal é optar por modelos resistente (ou seja, não se guie apenas pela beleza) e que tenham bordas ressaltadas, o que adiciona uma camada extra de proteção ao diminuir as chances da tela do seu celular colidir com o chão em uma queda.

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