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Com greve parcial em SP, vale a pena pegar Uber nesta sexta?

Preços do aplicativo subiram em dia de greve, mas não ficaram proibitivos - Canaltech
Preços do aplicativo subiram em dia de greve, mas não ficaram proibitivos Imagem: Canaltech

Rodrigo Trindade

Do UOL, em São Paulo

14/06/2019 11h02

Resumo da notícia

  • Preço de corridas no app subiu pela manhã graças à demanda maior
  • Táxis chamados por aplicativos ainda estavam mais caros do que Uber
  • 99 e Cabify estavam com valores mais convidativos no período da manhã
  • Greve parcial não paralisou completamente o transporte público da cidade

A greve contra a reforma da Previdência desta sexta-feira (14) acabou não sendo tão impactante ao cotidiano paulistano. Com paralisação completa de apenas três das linhas do Metrô, que desde as 6h (de Brasília) retomaram parcialmente as operações, os aplicativos de corrida sob demanda, como Uber, não tiveram grandes saltos de preço.

A Uber apresentou corridas mais caras do que o normal, mas não tanto, graças à tarifa dinâmica - quanto menor a oferta de carros e maior número de chamados, maior o preço das corridas. Um trajeto de 17 km que custaria R$ 36,04 em condições normais pulou para R$ 44,95 por volta das 9h. O preço ainda era menor do que viagens de táxi tanto pelos serviços da 99 e Easy, R$ 68,10 e R$ 51,08, respectivamente.

No entanto, se comparado ao preço do 99 Pop ou Cabify Essential, chamar um Uber saiu mais caro. Em vez de R$ 44,95 da Uber, as alternativas ofereciam a mesma corrida por R$ 39,30 (99) ou R$ 35,37 (Cabify).

Segundo dados do site da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), o congestionamento das vias da cidade esteve dentro da média até as 9h, quando superou o índice considerado a média superior para o horário. O porcentual de lentidão se manteve acima do normal às 10h e 11h, até o momento da publicação desta matéria.

Fizemos duas corridas de Uber pela manhã e ambas saíram um pouco mais caras do que o normal. Durante elas, ambos os motoristas, acostumados a dirigir no horário, relataram que a greve teve pouco impacto em suas rotinas.

O primeiro, que nos deu uma carona de 17 km, estava trabalhando desde as 6h na região sul de São Paulo, onde relatou que o trânsito estava bom. O trajeto realizado neste carro durou pouco menos de uma hora, comum para o dia e horário da cidade.

A segunda viagem foi bem mais curta, de 3 km - custou R$ 9,25, dois reais a mais do que em um dia comum. Perguntado sobre como estava o movimento da cidade, o motorista da vez repetiu o que o colega havia dito antes: para ele, tudo corria dentro da normalidade.

Transporte público em São Paulo

A capital paulista amanheceu com paralisação das linhas 1-azul, 2-verde e 3-vermelha do Metrô, mas começaram a operar parcialmente pouco antes das 6h. Algumas estações das linhas permaneceram fechadas. O monotrilho da linha 15-prata está parado.

Operadas pela iniciativa privada, as linhas 4-amarela e 5-lilás funcionam normalmente, assim como a CPTM, que amanheceu com apenas estação Itaquera, que também atende ao metrô, fechada. Ela foi aberta, somente para a CPTM, às 7h.

Os 29 terminais de ônibus de São Paulo operam normalmente, segundo a SPTrans. Desde as 7h, todas das linhas estão em funcionamento com 100% da frota.

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