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Além da balinha e água; carros da Uber, 99 e Cabify agora vendem comida

Cargo Box, caixa de lanches do serviço Cargo, que equipa carros da Uber - Divulgação/Cargo
Cargo Box, caixa de lanches do serviço Cargo, que equipa carros da Uber Imagem: Divulgação/Cargo

Luiza Ferraz

Colaboração para o UOL

28/05/2019 04h00

Resumo da notícia

  • Nos veículos da Uber, produtos ficam expostos em caixa transparente
  • No menu, passageiro encontrará cookies, balinhas e barras de proteína
  • Cargo é parceira da Uber; startup Numenu também equipa 99 e Cabify

A Uber divulgou neste mês que venderia "comidinhas" durante as viagens pelo aplicativo, sendo a transação feita por meio de uma empresa parceira. Trata-se da Cargo, que se tornou aliada da startup nos Estados Unidos e agora chegou ao Brasil. Até o momento, no entanto, o serviço está disponível somente na modalidade Black.

Dentro do carro, os produtos ficarão expostos em uma caixa de tampa transparente. No menu, o passageiro encontrará cookies, balinhas e barras de proteína.

Para adquirir, é só acessar o site lojacargo.com, indicar a sua seleção de "snacks" e realizar o pedido. No caso dos motoristas interessados, basta se cadastrar no site drivercargo.com.br e esperar o convite da companhia. O usuário precisa inserir a imagem de um QR code na caixa do carro para ter acesso à venda dos itens no site.

"Os motoristas podem escolher se vão utilizar o aplicativo como geração de renda ou não. A Uber não participa das negociações entre os parceiros e a Cargo", afirmou um porta-voz da instituição.

Para retirar novos kits de lanches reabastecidos, o motorista da Uber precisa ir até uma loja de conveniência da rede AM/PM, vinculada aos postos Ipiranga.

Numenu Store, serviço que vende lanches em apps de transporte - Instagram/@numenustore
Numenu Store, serviço que vende lanches em apps de transporte
Imagem: Instagram/@numenustore

Não é só no Uber

Mesmo antes da novidade divulgada pela Uber, já existia a Numenu, uma empresa que prestava o mesmo serviço também para outros aplicativos, como 99 e Cabify.

A mecânica na hora da compra é bem parecida com a da Cargo. Funciona assim: o usuário acessa a plataforma digital da marca, a Numenu Store, insere um código numérico dito pelo motorista para acessar o menu, escolhe o seu produto de preferência e faz o pagamento via PayPal, RappiPay, cartão ou dinheiro.

Na ativa desde o ano passado, a empresa tem 1,2 mil carros cadastrados pelo país. Além dos lanches, eles também vendem carregadores de celular e itens de higiene pessoal. Seu maior objetivo é levar "miniconveniências" à corrida.

"Nós trabalhamos com todas as marcas, já que a nossa parceria é com o motorista, que geralmente atende vários aplicativos", explicou Rafael Freitas, idealizador do produto.

"Hoje, o motorista tem direito a 25% do faturamento do produto vendido, além de R$ 1 para cada amostra grátis distribuída", afirmou o empresário.

"As avaliações dos usuários são sempre positivas e nunca tive qualquer problema em relação às vendas. O retorno financeiro também é importante, afinal, está entrando dinheiro na conta", brincou o motorista de apps Richard Wagner, que usa a Numenu em suas corridas.

E a balinha grátis?

Um dos maiores diferenciais da Uber quando chegou ao Brasil foi o tratamento que seus colaboradores davam aos usuários: balinha e água grátis, muitas vezes até gelada.

Desta maneira, a cobrança pelos produtos pode gerar preocupação: será que não haverá mais esse tipo de comodidade?

"Os motoristas parceiros da Uber são independentes e podem escolher se vão oferecer algum produto ou não. Nunca houve uma determinação da empresa para oferecer água ou bala", afirmou o aplicativo.

No caso do motorista Richard Wagner, os "paparicos" não são deixados de lado.

"Independente das balas e produtos do menu, eu continuo deixando no meu carro água e balinhas de graça para quem não estiver interessado nos itens de compra", disse.

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Confira o especial

Errata: o texto foi atualizado
Uma versão inicial do texto informava o número errado de carros cadastrados da Numenu. O erro foi corrigido.

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