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iPhone x Android: qual deles foi enganado por uma cabeça impressa em 3D?

Uma cabeça impressa em 3D do jornalista Thomas Brewster, da Forbes - Forbes
Uma cabeça impressa em 3D do jornalista Thomas Brewster, da Forbes Imagem: Forbes

Márcio Padrão

Do UOL, em São Paulo

17/12/2018 11h38

Você já está acostumado com a biometria por sensores de impressão digital nos celulares, mas a indústria está aos poucos migrando para o reconhecimento facial. Mas no estado atual das coisas, a Apple tomou a dianteira dos modelos com Android. Foi o que concluiu na prática um teste da revista americana "Forbes".

Thomas Brewster, jornalista do veículo, pediu ao Backface, um estúdio especializado em impressão 3D no Reino Unido, para escanear e reproduzir sua cabeça inteira em gesso. A ideia era saber se os celulares com reconhecimento de rosto desbloqueariam a segurança com ela.

Foram usados no teste os seguintes modelos: Samsung Galaxy Note 8, Galaxy S9, LG G7 ThinQ, o badalado chinês OnePlus 6 e o iPhone X. O resultado? Os quatro primeiros, com sistema Android, fracassaram no teste e reconheceram a cabeça falsa como real. Já o iPhone X passou, ao manter o bloqueio do celular.

Existe um bom motivo para isso ter acontecido. O Face ID no iPhone X e os modelos seguintes da Apple -- XR, XS e  XS Max-- usam uma variedade de recursos para identificar o usuário, como um emissor de luz, uma câmera infravermelho e um projetor de pontos.

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Já os telefones Android tendem a confiar principalmente na câmera selfie e no software, que parecem ser menos seguros --os próprios modelos alertam que o recurso ainda é considerado secundário no Android, e portanto, menos seguro. 

Mas os Androids do teste apresentaram diferentes resultados entre si. O LG G7, por exemplo, foi atualizado com melhor reconhecimento facial, tornando-se "consideravelmente mais difícil de abrir", segundo Brewster. Um porta-voz da LG disse à Forbes que o reconhecimento facial "pode ser aprimorado no dispositivo por meio de uma segunda camada de reconhecimento e outro reconhecimento avançado que a LG recomenda na configuração".

Nos modelos da Samsung Galaxy Note 8 e S9, houve a necessidade de tentar alguns ângulos diferentes e melhor luz, mas ainda assim vacilaram com a biometria de rosto. Em compensação, foram bem eficazes com outro tipo de segurança: o reconhecimento de íris, que não foi enganado pela cabeça impressa em 3D. Isso porque essa tecnologia escaneia o padrão da íris, muito difícil de reproduzir em uma impressora 3D, e usa um filtro de imagem especial para reconhecer as imagens refletidas da íris com uma luz infravermelha.

Já o OnePlus 6 foi o pior: veio sem os avisos de segurança dos outros telefones Android nem com uma escolha de reconhecimento de rosto mais lento, mas mais seguro. E o telefone instantaneamente abriu quando apresentado com a cabeça falsa. "Foi, sem dúvida, o menos seguro dos dispositivos que testamos", disse o jornalista.

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