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Steve Wozniak, cofundador da Apple, também pulou fora do Facebook

Bruna Souza Cruz

Do UOL, em São Paulo

09/04/2018 10h27

Depois do bilionário Elon Musk e o fundador do WhatsApp, mais um grande nome do universo da tecnologia decidiu abandonar o Facebook. Steve Wozniak, que ajudou a fundar a Apple, aderiu à campanha #deletefacebook depois do escândalo envolvendo o uso indevido de dados de mais de 87 milhões de pessoas.

Após mudar e apagar algumas de suas informações pessoais, Wozniak informou que havia desativado sua conta. Ele optou por não excluir o perfil, pois não gostaria que ninguém usasse um nome de usuário igual ao seu.

"Os usuários fornecem todos os detalhes de suas vidas para o Facebook e [...] O Facebook lucra muito com isso. Os lucros são todos baseados nas informações do usuário, mas os usuários não recuperam nenhum dos lucros", escreveu Wozniak em um e-mail enviado ao jornal norte-americano "USA Today".

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Para Wozniak, o Facebook e outras empresas do setor não têm o devido cuidado com a privacidade das informações de seus usuários.

Em uma crítica dura, o fundador da Apple ressaltou que preferia pagar pelo Facebook do que ter suas informações usadas para fins publicitários.

"A Apple lucra com bons produtos, não com você. Como dizem, com o Facebook, você é o produto", acrescentou.

Ao se referir ao fato de nós sermos os produtos, Wozniak argumenta que os usuários que usam serviços gratuitos pela internet acabam pagando por tudo isso ao disponibilizar suas informações pessoais— que podem ser usadas para inúmeros fins, mas principalmente são usadas para a venda de publicidade direcionada.

"Fiquei surpreso ao ver quantas categorias de anúncios e quantos anunciantes eu tinha de me livrar, um de cada vez. Eu não senti que isso é o que as pessoas querem fazer com eles. Anúncios e spam são coisas ruins hoje em dia e não há controle sobre eles. Ou transparência", afirmou ao jornal.