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Secretário de Defesa britânico é demitido após vazamento de informações sigilosas sobre a Huawei

Gavin Williamson foi demitido sob acusação de vazamento de informações sigilosas - Reuters
Gavin Williamson foi demitido sob acusação de vazamento de informações sigilosas Imagem: Reuters

01/05/2019 16h32

Primeira-ministra Theresa May 'perdeu a confiança' no integrante de seu gabinete, justificou o governo.

O governo britânico demitiu o secretário de Estado para Defesa, Gavin Williamson, sob acusação de ele ter vazado informações do Conselho de Segurança Nacional sobre a participação da chinesa Huawei na construção da rede 5G no Reino Unido.

Williamson, que estava no cargo desde 2017, nega ter sido responsável pelo vazamento.

Segundo o governo, a primeira-ministra, Theresa May, "perdeu a confiança na capacidade de servir" de Williamson. A parlamentar conservadora Penny Mordaunt, que já atuava na pasta da Defesa como secretária de Desenvolvimento Internacional, substituirá o secretário demitido.

Formado por ministros, o Conselho de Segurança Nacional tem encontros semanais conduzidos pela primeira-ministra nos quais participam convidados como autoridades ligadas a agências de inteligência e às Forças Armadas.

É um fórum no qual dados sigilosos de inteligência são compartilhados entre os envolvidos e órgãos como o MI5 e o MI6. Todos estão submetidos a normas legais de sigilo.

A demissão de Williamson resulta de um inquérito aberto depois que o jornal britânico Daily Telegraph publicou uma reportagem sobre decisão do Conselho de Segurança Nacional envolvendo a Huawei.

Segundo a publicação, o governo está dividido sobre os riscos à segurança do país caso seja permitido que a empresa chinesa participe da modernização da rede de internet móvel.

Mas o Reino Unido, afirma o Daily Telegraph, planeja permitir que a empresa chinesa participe da fabricação de peças "não essenciais", como antenas, mas seja impedida de produzir partes "centrais" do sistema que poderiam abrir brechas para o acesso a informações confidenciais.

A decisão sobre o tema deve sair até o fim do mês.

A polêmica sobre a Huawei

A Huawei enfrenta resistência em diversos países em meio a suspeitas de que seus equipamentos seriam usados pelo governo da China para sabotagem e espionagem das pessoas ao redor do mundo. A empresa nega todas as acusações.

Estados Unidos, Japão, Taiwan e Austrália baniram a Huawei, medida que deve ser seguida por Canadá e Nova Zelândia. Por outro lado, a empresa chinesa recebeu apoio em seu país, Indonésia, Arábia Saudita, África do Sul e Turquia.

A rede 5G é a próxima geração de conectividade móvel com a internet, que promete velocidades de download e upload de dados muito mais rápidos, maior cobertura e conexões mais estáveis.

O Brasil, que ainda não decidiu sobre a participação da Huawei em sua rede, planeja fazer um leilão das faixas de frequência ao 5G em março de 2020. Somente a partir daí começarão os investimentos nessa nova infraestrutura, sem previsão precisa para o início do funcionamento.

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