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Proezas científicas da Rússia: do satélite Sputnik 1 à vacina Sputnik V

Yuri Gagarin foi o primeiro homem a ir para o espaço - Wikimedia Commons
Yuri Gagarin foi o primeiro homem a ir para o espaço Imagem: Wikimedia Commons

Em Moscou

07/04/2021 09h37

A Rússia se orgulha de ser pioneira na ciência, em áreas como espaço, armamentos, ou medicina, do satélite Sputnik até a vacina anticovid de mesmo nome.

Confira abaixo algumas de suas façanhas, por ocasião do 60º aniversário do voo espacial de Yuri Gagarin.

Sputnik e Gagarin

Seu "pi pi" é o mais famoso do mundo. Em 4 de outubro de 1957, o Sputnik 1, uma esfera metálica com quatro antenas, entrou em órbita da Terra, e a União Soviética assumiu a liderança na corrida espacial.

Imagem conceito mostra o formato do satélite Sputnik 1 - Getty Images - Getty Images
Imagem conceito mostra o formato do satélite Sputnik 1
Imagem: Getty Images

O sucesso também significou que Moscou assumiu a liderança na corrida armamentista, e os americanos perceberam que seu rival geopolítico poderia alcançar os Estados Unidos com mísseis intercontinentais.

Depois desta conquista, os soviéticos acumularam vários outros feitos espaciais, como o primeiro voo tripulado de Yuri Gagarin, em 12 de abril de 1961; a primeira saída espacial, em 1965, por Alexei Leonov; e a primeira sonda lunar, em 1966.

AK-47

Inventado em 1947 pelo engenheiro soviético Mikhail Kalashnikov, o famoso fuzil automático se tornou a arma mais famosa do mundo.

Fuzil de assalto Kalashnikov AK-47 - Getty Images - Getty Images
Fuzil de assalto Kalashnikov AK-47
Imagem: Getty Images

Barato, extremamente robusto, simples e confiável, sob a neve, ou em uma tempestade de areia, este fuzil foi adotado por exércitos, rebeliões e grupos criminosos do mundo todo.

Foram copiados, vendidos e revendidos e, hoje, existem cerca de 100 milhões de Kalashnikovs no mundo, de acordo com ONGs e estudos.

Existem várias versões deste fuzil, mas o "Avtomat Kalashnikov" foi, certamente, a arma de referência nas guerras de descolonização. Ainda adorna a bandeira de Moçambique, representando "resistência ao colonialismo e à soberania nacional".

Tetris e Kaissa

Quem nunca jogou o jogo de blocos Tetris? Esse quebra-cabeça altamente viciante foi criado em 1984 pelo programador soviético Alexey Payitnov, que desejava - segundo o próprio - inventar jogos para deixar as pessoas felizes.

Tetris original - Divulgação/BostonGlobe - Divulgação/BostonGlobe
Tetris original
Imagem: Divulgação/BostonGlobe

Em suas diferentes versões, o Tetris conserva sua alma russa, pela música, e alguns de seus gráficos incluem os célebres bulbos da catedral de São Basílio, da Praça Vermelha de Moscou.

Outro grande êxito da informática soviética foi Kaissa, o programa que ganhou o primeiro campeonato mundial de xadrez informático, em 1974.

Mísseis hiperssônicos

O míssil hipersônico RS-18 Sarmat acoplado em uma base militar russa - Divulgação/Ministério da Defesa da Rússia - Divulgação/Ministério da Defesa da Rússia
O míssil hipersônico RS-18 Sarmat acoplado em uma base militar russa
Imagem: Divulgação/Ministério da Defesa da Rússia

O setor da indústria militar é essencial para a economia e para o poderio russo. É nesta área que encontramos uma das últimas grandes inovações em matéria de armamento.

Em 2018, o presidente Vladimir Putin anunciou que cientistas russos conseguiram construir mísseis supersônicos "Avangard", tão rápidos que nenhum sistema de defesa antimísseis poderia interceptá-los.

Armas "invulneráveis", e um sucesso apenas comparável, segundo ele, ao voo do Sputnik em 1961. Mísseis que chegaram em um contexto de tensões entre a Rússia e os países ocidentais, o que alguns chamam de nova corrida armamentista.

Sputnik V

Sputnik V - Luís Lima Jr./Fotoarena/Estadão Conteúdo - Luís Lima Jr./Fotoarena/Estadão Conteúdo
Sputnik V
Imagem: Luís Lima Jr./Fotoarena/Estadão Conteúdo

Foi também por meio de Putin que a Rússia reivindicou uma grande notícia no verão de 2020: o desenvolvimento, em meio à pandemia da covid-19, da primeira vacina para enfrentar o coronavírus.

Seu nome, Sputnik V, é uma mensagem que Moscou pretende enviar para o resto do mundo: tão criticada no Ocidente, a Rússia é uma superpotência.

O anúncio do imunizante, aplicado na filha do próprio Putin, após ter sido testado em apenas algumas dezenas de pessoas, foi considerado prematuro. Nos meses seguintes, porém, sua confiabilidade foi comprovada, e cerca de 50 países homologaram a vacina russa.