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Em busca da cura: quais são os remédios mais promissores contra a covid-19?

Fernando Zhiminaicela/ Pixabay
Imagem: Fernando Zhiminaicela/ Pixabay
Tiago Jokura

Tiago Jokura é jornalista e, portanto, curioso profissional. Passou os últimos 15 anos respondendo as dúvidas mais complexas e inusitadas dos leitores na mídia impressa ? na tentativa infinita de explicar como o mundo funciona com clareza e bom humor. Agora, continua essa saga aqui no UOL. Mande sua pergunta cabeluda que ele faz questão de pentear.

20/04/2020 04h00

Pergunta de Alessandro Spessoto, de Treviso, Itália - quer enviar uma pergunta também? Clique aqui

Ciao, Alessandro. De acordo com um levantamento publicado pela Forbes, há 267 curas sendo pesquisadas para a covid-19 no momento. A lista inclui vacinas em desenvolvimento, estudos com anticorpos no plasma de humanos e de animais infectados e curados e, claro, fármacos, como você perguntou.

Falando só das drogas, além da cloroquina, da hidroxicloroquina e da Anitta, nova esperança do governo brasileiro para tratar os infectados pela pandemia, há uma gama de remédios sendo investigados mundo afora.

Como o tempo para desenvolver novos remédios é longo, o mundo todo está tentando trocar o pneu com o carro andando, ou seja, testando drogas já existentes no mercado - e combinações delas - ou experimentando substâncias ainda não aprovadas mas que, testadas em animais, já se mostraram letais para outros tipos de coronavírus.

Encontrar um medicamento eficaz para barrar a replicação do SARS-CoV-2 no organismo pode beneficiar não apenas os infectados, mas o sistema de saúde como um todo. Potencialmente, um remédio comprovadamente certeiro para covid-19 poderia ser ministrado a profissionais da linha de frente da saúde - diminuindo o risco de contágio - e reduziria o tempo de internação dos pacientes, liberando mais leitos e desafogando os hospitais.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) está coordenando um grande estudo global, batizado de Solidarity (solidariedade, em inglês), focado em quatro tratamentos: um com cloroquina/hidroxicloroquina, outro com antiviral remdesivir - criado originalmente para tratar ebola -, outro com os anti-HIV lopinavir e ritonavir e mais uma combinação destes dois últimos com interferon-beta.

A ideia é que médicos de vários países elejam pacientes da covid-19 que se enquadrem nos pré-requisitos do estudo, apliquem um destes tratamentos, e alimentem uma base de dados da OMS com a progressão deles. O Brasil está no mapa do Solidarity, com a Fiocruz coordenando o estudo em 18 hospitais distribuídos em 12 estados.

Há várias outras iniciativas internacionais e regionais na mesma linha do Solidarity, e a expectativa é que os dados colhidos em cada canto do mundo orientem, em tempo real, as vias medicamentosas mais adequadas para desacelerar a pandemia - na esperança de que elas, de fato, já existam.

Além dos medicamentos estudados no Solidarity, há outras tantas substâncias testadas mundo afora, como os antirreumáticos tocilizumabe e sarilumabe e o antiviral favipiravir, entre outros - o novo coronavírus que se cuide com os velhos remédios que estão apontados contra ele.

É importante lembrar, contudo, que nenhum desses tiros pode ser considerado "a cura" para a covid-19, como você já deve ter cansado de receber - ou de enviar - nos grupos de WhatsApp. Está tudo em fase de testes e a ciência ainda não respalda nenhuma droga como sendo a definitiva ou ideal. Ainda estamos na base da tentativa e erro com os fármacos e o remédio mais eficaz, por ora, é o preventivo e mais do que receitado "fique em casa". Arrivederci, Alessandro.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.