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Akin Abaz

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Apagão do Facebook: seu negócio não pode depender de uma única rede social

Michael Burrows/  Pexels
Imagem: Michael Burrows/ Pexels
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Akin Abaz

Akin Bakari D'Angelo dos Santos é fundador da InfoPreta e homem trans. Um curioso nato e um amante do desconhecido, sempre se interessou por montar, desmontar e entender o funcionamento dos eletrônicos. Fez cursos técnicos na adolescência e, aos 15 anos, já atuava na área da indústria com manutenção eletrônica de maquinário pesado. Em 2011, começou a consertar computadores em seu quarto e dois anos depois fundou a InfoPreta, empresa de serviços de manutenção que tem por objetivo inserir pessoas negras, LGBTQI+ e mulheres no mercado tech, aliando lucros a projetos sociais de grande impacto.

Colunista do UOL*

08/10/2021 04h00

O Facebook, Instagram e WhatsApp passaram por instabilidade, chegando até a ficarem fora do ar em várias partes do mundo, por quase sete horas nessa segunda-feira (4). A pane deixou muitos usuários ansiosos para o retorno e negócios prejudicados.

Juntas, essas redes sociais abrigam cerca de 3,5 bilhões de usuários e pertencem à mesma empresa de Mark Zuckerberg. No Brasil, os sinais da queda já eram sentidos por volta das 12h30 (horário de Brasília) e tiveram consequências de diferentes proporções.

Com essa queda, um grande número de pessoas correu para a rede ao lado do passarinho para fazer reclamações, rir da situação e até mesmo para se sentir ainda conectado de alguma forma.

Muitos de nós já tinham uma relação de dependência com as redes sociais que foram ainda mais agravadas pela pandemia. Na segunda-feira (4), foi mais uma demonstração disso para aqueles que se sentiram incomodados, ansiosos ou sem saber o que fazer com tantas horas sem os aplicativos, o que traz um sinal de alerta e que pede mudanças em prol de uma saúde mental e de um uso sem vício das mídias.

No meu caso, não posso dizer que foram horas de total leveza por estar sem acesso, pois já procuro ter esse equilíbrio diário na minha vida com limites de até onde devo me expor e de quantas horas passo conectado consumindo conteúdos ou para conversas online.

Por ser empreendedor e CEO de uma empresa, sigo muitas pessoas que têm esse perfil e/ou são produtoras de conteúdo, e o que pude observar é que muitos empreendedores ainda cometem o erro de vender seus produtos ou postar seus materiais em uma única rede.

E por experiência de quem entre erros e acertos já percorreu um longo caminho como sendo dono do próprio negócio, sei que não é viável para o mesmo ser dependente de uma única plataforma. Pois, em casos como esses de queda das redes, em poucas horas sua loja ou você como influenciador de uma marca, pode perder muito dinheiro de uma hora para outra.

Por isso, a minha dica é, além de ter um site próprio assim que possível, façam perfis em outras mídias como Pinterest (que tem uma boa conversão de vendas), reposte ou poste conteúdos similares em mais de uma rede, se atentando sempre as particularidades de cada uma em relação a formatos e linguagem, mas sem necessariamente restringir determinado conteúdo para determinado aplicativo.

Sem falar em empresas que interagem com sua equipe e organizam seus trabalhos única e exclusivamente pelo WhatsApp, quando se tem o Telegram, Skype, Trello, Google Meet, e mais tantos outros que podem ser até mais eficazes e de melhor organização do que o "telefone verdinho".

Alguns especialistas em segurança cibernética especularam a possibilidade de um erro interno ter sido a causa do pane, já que uma ação hacker dessa proporção é uma possibilidade mais remota.

O que importa é que, independente do motivo, várias foram as reações e sentimentos em relação ao ocorrido. Alguns se sentiram mais livres sem a obrigação e vontade de olhar o feed, outros se sentiram ansiosos sem poder visualizar cada story novo que entra, alguns tiveram negócios abalados e muitos já se preparam diariamente para possíveis problemas em plataformas.

E você, como passou e lidou com essa pane?

* Colaborou Gabriela Bispo, jornalista e redatora de conteúdo da InfoPreta

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL