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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Como a dublagem reposiciona indústria de games como líder no entretenimento

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Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

01/10/2021 04h00

Seja no cinema, na TV ou nos games, personagens ficcionais podem marcar a memória dos fãs de muitas maneiras. Uma delas é a voz. O tom, a cadência e os maneirismos da fala podem vir repletos de personalidade - mas só se um bom dublador estiver no comando. E, se ele estiver falando português, tanto melhor.

Aos poucos, as publicadoras de jogo estão se dando conta da importância desse trabalho. Tomemos como exemplo dois games concorrente no cenário competitivo atual: Rainbow Six Siege e VALORANT. O ator e dublador Thiago Zambrano está presente em ambos. Ele dá voz a Sam Fisher, personagem de Tom Clancy's Splinter Cell e também do R6, mas aparece no FPS da Riot Games como Cypher.

Zambrano também atua como diretor de "localização" - o jargão na indústria do entretenimento que significa mais do que apenas "dublar" (ou legendar) uma obra no idioma local. Significa adaptar as referências e o tom do discurso para o gosto e a cultura daquela região. E, no caso do Brasil, essa região é cada vez mais influente (e o público, cada vez mais exigente).

"Somos o terceiro país do mundo com mais consumidores de jogos", afirma Zambrano. "Então, cada vez mais as indústrias estão confiando seus produtos às empresas responsáveis por localizar. É um grande mercado em expansão".

Segundo Zambrano, esse crescimento intensificou demanda por mão-de-obra especializada. Apenas experiência com outras mídias não basta. "Quem localiza jogos eletrônicos precisa ter mais agilidade em diferentes formas de gravação", explica. Ele ressalta que "quem joga vive uma imersão diferente de quem assiste a uma série ou filme".

Por outro lado, dubladores com extensas carreiras na TV e no cinema têm um bônus adicional. Suas vozes acabam criando, para o público, uma conexão nostálgica entre diferentes personagens. Em League of Legends, por exemplo, Fábio Lucindo dubla Ezreal - mas, ao mesmo tempo, fãs têm na memória afetiva seu trabalho como Ash (Pokémon) e Kuririn (Dragon Ball). Outro caso clássico é o de Wendel Bezerra, que faz Goku (Dragon Ball), Bob Esponja, Jackie Chan... E, no LoLzinho, é o Lee Sin.

Você, fã de games. Feche os olhos e mentalize seus personagens favoritos. Certamente, você lembrará do jeito que ele ou ela fala. Talvez até lembre de certas frases clássicas. É sobre essa capacidade catártica que falamos. A importância que os jogos eletrônicos têm nas nossas vidas não é novidade para ninguém - muito menos para você que acompanha esse espaço. Porém, é necessário, todos os dias, entender o quanto cada profissional envolvido na produção de um jogo é fundamental para que ele venha a público e faça sucesso como tal.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL