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Por que a hegemonia brasileira em FPS ainda não acontece em VALORANT?

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Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

24/09/2021 04h00

O VALORANT Masters in Berlin chegou ao fim sem resultados expressivos para as equipes brasileiras. Havan Liberty e Vivo Keyd foram eliminadas, e os russos da Gambit levantaram o troféu no último domingo (19). Fica a pergunta: por que a forte tradição brasileira em jogos de tiro em primeira pessoa, como Counter-Strike Global Offensive e Rainbow Six Siege, ainda não se traduziu no FPS da Riot?

Muitos jogadores de VALORANT que passaram pelo palco internacional usam uma mesma expressão, bastante reveladora: "choque de realidade". Ainda que o cenário competitivo brasileiro tenha crescido muito em pouco tempo no país (o jogo foi lançado aqui em junho do ano passado), é difícil comparar com que rola lá fora. Nosso ecossistema de orgs, pro players e eventos regulares ainda não está estruturado.

Não se trata, aqui, de tirar conclusões precipitadas, mas sim de analisar o que aconteceu até agora. O Masters reserva duas vagas para brasileiros e só uma para o restante da América Latina. Mesmo com esse indicativo da nossa suposta superioridade, a Vivo Keyd perdeu para a equipe chilena-argentina K. Seriam eles tão melhores assim? Ou o poderio brasileiro foi, em algum ponto, superestimado pelo nosso histórico em outros FPS?

De qualquer maneira, o VALORANT Champions Tour (VCT, o "campeonato mundial" do jogo) já tem vagas reservadas para a Vivo Keyd e para a também brasileira Vikings. Ambas conseguiram seu espaço graças a um ranking de pontuação classificatória. Mas ainda haverá um terceiro selecionado, pelo Last Chance Qualifier, torneio marcado para outubro com times do Brasil e da América Latina.

Se completarmos uma trinca nacional, esse poderá ser o momento crucial para definir o que esperar de 2022.

Será interessante ver os times que já compareceram competiram lá fora este ano retornando ao cenário internacional para o VCT, também em Berlim. A experiência em situações como essas faz toda a diferença. Sentir o palco e não se acanhar não é para qualquer jogador, e criar essa "casca" é fundamental. É o momento perfeito para crescer e provar que a região pode mais.

No Champions, vale lembrar que, assim como as duas equipes brasileiras já garantidas, há também duas da América do Norte e da Europa, regiões que venceram os Masters 2 e 3, com Sentinels e Gambit, respectivamente. Será um torneio e tanto, que definirá nossa vocação para nos mantermos como uma região "major" para o VALORANT. Para a formação do cenário, a tradição foi respeitada. A volatilidade nesse sentido, porém, é enorme.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL