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Major de Rainbow Six é otima chance de torcer pelo Brasil após Olimpíadas

Kamikaze, jogador de R6 da NiP - Divulgação/Ubisoft
Kamikaze, jogador de R6 da NiP Imagem: Divulgação/Ubisoft
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Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

03/08/2021 04h00

O clima dos Jogos Olímpicos sempre é de muita torcida pelos representantes nacionais na busca por medalhas e glórias eternas. No esporte eletrônico, que obviamente continua seu curso independentemente do que acontece em Tóquio neste momento, teremos uma competição que vale (e muito) a pena a torcida dos brasileiros: o Major de Rainbow Six Siege, que acontecerá na Cidade do México, entre os dias 16 e 22 de agosto.

O número de equipes brasileiras envolvidas já dá o tom: dos 16 times, quatro possuem elencos com jogadores do país. Ninjas in Pyjamas, Team oNe, Team Liquid e FURIA se classificaram por meio da Copa Elite Six, uma espécie de "Libertadores do R6", e agora lutarão para manter o Brasil como a maior potência do planeta no FPS da Ubisoft. Isso mesmo: "manter", porque no último Mundial, já levamos as três primeiras colocações. Um pódio completo!

Naquela oportunidade, em Paris, no Six Invitational, a Ninjas in Pyjamas venceu a Team Liquid na primeira final totalmente brasileira da história do torneio e levantou a marreta - formato do troféu concedido ao grande campeão. Em terceiro lugar, ficou a MIBR. Agora, o desafio é manter essa hegemonia.

À parte dos US$ 500 mil que a Ubisoft distribuirá, o Six Major, desta vez, pode marcar a consolidação de uma "dinastia" que vem sendo construída pela Ninjas in Pyjamas. Os atuais campeões mundiais levaram também a Copa Elite Six e chegam ao México com a oportunidade de cravarem ainda mais seus respectivos nomes na história. Um feito semelhante ao que a G2 protagonizou nos últimos anos - com a lenda dinamarquesa Pengu no comando.

Psycho, Júlio e Kamikaze, nomes que já são conhecidos há um bom tempo pela comunidade, se juntaram a Pino e Muzi, duas das maiores revelações do Rainbow Six no planeta, e elevaram o Brasil alguns degraus acima das equipes estrangeiras. Estamos bem longe de sermos "azarões", como em outros momentos. Europeus e norte-americanos certamente têm o FPS brasileiro em outra cotação no contexto atual.

Não há dúvidas que já temos diversos campeonatos de esportes eletrônicos no país que caminham com as próprias pernas, independentemente de desempenho internacional. O CBLOL é um grande exemplo disso. Porém, a consolidação perante rivais de outros países não só atrai um novo público e renova a camada de espectadores, como é a coroação de um trabalho a longo prazo.

O sentimento de torcida pelos representantes nacionais aflora muito de quatro em quatro anos nas Olimpíadas, mas nos eSports é algo diário. Seja qual for seu game de preferência, haverá sempre equipes e jogadores competindo mundo afora para apoiar. Que continue assim - tanto a energia da torcida, quanto a rotina de conquistas.

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