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"Muita bala, pouca mídia": F99, a organização de esports de Dentinho

F99, nova organização de esports - Divulgação/F99
F99, nova organização de esports Imagem: Divulgação/F99
Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

17/02/2021 09h00

Revelado pelo Corinthians e jogando a maior parte da sua carreira no Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, Bruno Ferreira Bonfim, o Dentinho, também é fã de esportes eletrônicos. Em parceria com o companheiro de clube e também brasileiro Fernando, idealizou a F99 E-SPORTS. O lema já chama a atenção: "Muita Bala e Pouca Mídia". A intenção é clara: dar oportunidades a jovens que tem como sonho viver do cenário competitivo, especialmente do Free Fire.

- Começamos a aplicar uma gestão focada em descobrir talentos, potencializar jogadores e influencers. Contamos na nossa estrutura da estafe profissionais como psicóloga, editor, designer e coach. Nossa política sempre será de trabalhar com jovens que não têm certo nome, mas a fim de explorar o máximo da capacidade de resultados - tudo isso pra poder proporcionar todo suporte de qualidade para a equipe - explicou Dentinho, em entrevista ao GGWP.

Se há um game no qual o ideal de Fernando e Dentinho pode se sustentar, definitivamente é o Battle Royale da Garena. É interessante observar como os esportes eletrônicos têm a capacidade de quebrar fronteiras. Mesmo jogando na Ucrânia, a dupla brasileira se dispôs a movimentar o cenário e trabalhar os próprios ideais para dar chances a garotos que sonham em viver dos games. Mais especificamente, de um jogo que já mudou a vida de muita gente.

Há nisso um paralelo com o futebol. Fernando e Dentinho já foram garotos que jogavam em campos de terra vislumbrando viver do esporte. Agora, com um aparelho celular em mãos, tantos outros jovens veem nos eSports a oportunidade de transformar as próprias vidas, as dos familiares, e provar que também são capazes de fazer acontecer unindo uma paixão, um hobby, ao que agora podem chamar de profissão.

- Nossa política de potencializar jogadores desconhecidos vem trazendo resultados fascinantes. Começamos a ficar mais conhecidos no cenário competitivo após ganharmos de equipes com grande autoridade e reconhecimento no game. Nossa ideia é replicar esses resultados nas maiores ligas de Free Fire, contando com nossas lines com todos os jogadores que foram descobertos e dando oportunidade de contrato profissional - completou Dentinho.

A tendência é que esse caminho seja cada vez mais natural não só para os jogadores de futebol que são fãs de games, mas também para aqueles que veem no esporte eletrônico uma oportunidade de mercado. Está aí o próprio Free Fire que não nos deixa mentir, com Cristiano Ronaldo como um personagem jogável, aliando as paixões de tantos jovens de uma forma divertida e inteligente.

O Corinthians, onde Dentinho se formou jogador de futebol, é um case de sucesso nesse sentido. O clube foi campeão mundial de Free Fire em 2019 e imortalizou seu uniforme no game por causa disso. Quantos jovens torcedores alvinegros assistiram à história sendo feita e seguem sonhando um dia repeti-la? Milhares, certamente. Free Fire e futebol tem tudo a ver. É satisfatório ver que ambos os lados, cada vez mais, percebem isso e se movem para crescer.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL