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CBLOL começa nova era entre desafios, histórias e inovações

Troféu do CBLOL - Bruno Alvares/Riot Games
Troféu do CBLOL Imagem: Bruno Alvares/Riot Games
Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

14/01/2021 09h00

Começa no próximo sábado uma nova era para o principal campeonato de esporte eletrônico do país. O CBLOL está de volta com o seu novo sistema de parcerias a longo prazo. Serão 10 organizações na disputa ao longo dos próximos meses, neste que é, coincidentemente, o 10º ano de cenário competitivo no Brasil. Há diversas histórias interessantes a serem observadas e peculiaridades que devem contribuir com um crescimento ainda maior do torneio.

Quem mais desperta atenção neste momento inicial é a LOUD. Consagrada pelo Free Fire e por seu exemplar trabalho de criação de conteúdo, a organização abre o CBLOL diante da bicampeã paiN Gaming, naquela que promete ser uma interessantíssima batalha de torcidas. Será curioso ver uma equipe construir do zero sua trajetória no League of Legends após alcançar números impressionantes em outro tipo de jogo, com um público diferente.

LOUD chega ao CBLOL em 2021 - Reprodução/Twitter - Reprodução/Twitter
LOUD chega ao CBLOL em 2021
Imagem: Reprodução/Twitter

Outro caçula é o Cruzeiro. Uma das maiores surpresas na lista das 10 selecionadas para integrar esse novo momento do CBLOL, a equipe chega para formar, ao lado do Flamengo, o grupo de grandes clubes do futebol brasileiro envolvidos no cenário de League of Legends. Um trabalho que pode valorizar o quesito regional, ainda pouco presente nos esports, junto da goiana Rensga, já conhecida pela exaltação ao próprio estado e pelo perfil com forte construção de imagem.

Serão 90 jogos ao longo da Fase de Pontos - seis a mais do que os 84 do ano passado. Após todos jogarem contra todos duas vezes, os dois primeiros vão direto às semifinais, enquanto o terceiro encara o sexto, e o quarto encara o quinto, valendo a sequência nos playoffs. Um formato justo, que premiará a regularidade, mas ao mesmo tempo não privará os fãs dos sempre esperados confrontos eliminatórios.

No mesmo formato acontecerá o CBLOL Academy, com as mesmas 10 organizações, em uma competição cujo principal objetivo é revelar novos talentos e tornar o cenário ainda mais consistente. Substituindo o carismático Circuito Desafiante, o campeonato "de base" terá o desafio de ser um ponto focal de interesse público mesmo sem os atletas principais das equipes. Ainda é difícil prever como a comunidade receberá o torneio, embora a iniciativa, quando vista a longo prazo, pareça interessante.

Ano após ano, o grande desafio do CBLOL parece ser a reinvenção, e a Riot Games continua se provando capaz neste sentido. O ano de 2020 foi a maior prova disso - com a empresa superando uma enchente em seu próprio estúdio, a alteração para o formato online devido à pandemia e encerrando o segundo split com uma final realizada, literalmente, em cima de um prédio. Resposta à altura do nível de exigência dos fãs.

Ainda que não reúna resultados internacionais relevantes, o Brasil tem uma relação muito íntima com o League of Legends. A base de torcedores aumenta a cada ano, e a tendência é que novos recordes sejam batidos em 2021. O modelo de parcerias a longo prazo, com as organizações mais próximas da Riot, deve render frutos interessantes e que podem virar exemplo para as outras publishers. A conferir como isso se concretiza.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.