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Ricardo Feltrin

Nº de usuários de TV pirata se aproxima do de assinantes no Brasil

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Imagem: iStock
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

24/05/2021 14h40

Os últimos dados da pirataria de TV no país mostram que o número de infratores continua subindo no país.

Segundo última pesquisa da Mobile Time, de março, o Brasil já tem cerca de 33 milhões de pessoas que acessam TV por assinatura por meios ilegais —TV Boxes, sites, apps e IPTV, entre outros meios..

Do lado legalizado, há 45 milhões de pessoas pagando pelo serviço (14,5 milhões de pontos no país). Os argumentos tradicionais dos usuários da pirataria são os altos preços cobrados pelas operadoras por pacotes, a péssima programação e o mau atendimento.

No entanto a ilegalidade é evidente e a punição pela prática é bem possível.

Como esta coluna antecipou no último dia 5, desde dezembro mais de meio milhão de famílias cancelaram o serviço de TV paga no país, sendo que 200 mil delas só em abril.

Já o argumento mais comum em algumas operadoras é que, por causa da pirataria, o serviço não melhora. Que a evasão dificulta investimentos.

De fato, o Brasil é apontado em estudos como o maior consumidor de pirataria online do mundo.

No entanto, o argumento da pirataria ser culpada pela falta de investimentos desmorona diante da baixíssima qualidade da programação da maioria dos canais fechados.

São reprises infinitas, programas repetidos exaustivamente, intervalos a cada cinco ou dez minutos etc. Isso não tem nada a ver com pirataria. É responsabilidade e prática única dos canais.

Outro fator que definitivamente está levando à sangria da TV paga é a comodidade, menor preço e muito maior estabilidade e qualidade dos serviços de streaming.

Aliás, os serviços de streaming também parecem ter finalmente acordado para o problema da pirataria por meio de IPTV e TV boxes.

Nova campanha

Em nova campanha contra a pirataria, a ABTA (Associação Brasileira de TVs por Assinatura) afirma que a perda financeira no Brasil com essa prática já chega a R$ 15,5 bilhões por ano, sendo que R$ 2 bilhões só em impostos variados.

A nova campanha foi lançada ontem e usa crianças para contar lições e cobrar dos adultos coerência —como não roubar e não fazer uso da pirataria, entre outras atitudes.

São oito filmes de 30 segundos que serão exibidos nos intervalos da TV paga e aberta.

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