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Ricardo Feltrin

Após caso Godoy, Record proíbe âncoras de opinar sobre notícias

Mariana Godoy foi advertida a não expressar mais opiniões sobre notícias  - Reprodução/Twitter
Mariana Godoy foi advertida a não expressar mais opiniões sobre notícias Imagem: Reprodução/Twitter
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

02/08/2021 13h32

O caso envolvendo a âncora Mariana Godoy, do "Fala Brasil", que na semana passada (30) chamou a "live" de Jair Bolsonaro de "bizarra", já repercutiu nos corredores da emissora nesta segunda-feira (02).

Na quinta (29), Bolsonaro mais uma vez defendeu o voto impresso com seu estilo, digamos, veemente.

As cenas da "live" foram exibidas no "Fala Brasil" do dia seguinte (30) e geraram um comentário até despretensioso da jornalista, acostumada a comentar notícias pelos canais nos quais passou.

"Que bizarra", disse ela sobre a "live".

O comentário de Mariana teria passado totalmente em branco não fosse um assessor bolsonarista ter se manifestado ontem nas redes sociais.

Max Guilherme, assessor da Presidência, ex-sargento do Bope, postou apenas neste domingo uma resposta infantilesca a Godoy: "Bizarra é você". Em seguida ele acusou a Record de ser "comunista".

Por causa disso, segundo a coluna apurou, a Record reforçou nesta segunda (02) um aviso a todos os seus jornalistas e âncoras: ninguém deve comentar notícias, exceto comentaristas pagos para esse fim.

Procurada, a emissora não comentou o assunto.

O alerta da direção de Jornalismo é para que não só palavras, mas nem sequer expressões faciais deixem transparecer aos telespectadores o que os âncoras pensam da notícia.

A ordem é de total "isenção".

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