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Ricardo Feltrin

Na TV, pastor ataca fundo partidário de R$ 5,7 bi e bajula Bolsonaro

O apóstolo Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial  - Eduardo Pinto/Igreja Mundial
O apóstolo Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial Imagem: Eduardo Pinto/Igreja Mundial
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

18/07/2021 00h09

Bolsonarista de carteirinha —como praticamente todos os pregadores neopentecostais, aliás—, o pastor Valdemiro Santiago desabafou ontem na TV, ao vivo, contra a aprovação esta semana do fundo partidário de quase R$ 6 bilhões.

Valdemiro atacou a decisão da Comissão Mista de Orçamento, que aprovou texto da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) que determina metas e prioridades para o ano que vem.

O fundo eleitoral (verba dividida entre partidos de acordo com sua representatividade) passou de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões.

"Por que não pega esses R$ 6 bilhões e compra remédio para a população", criticou Valdemiro. O líder da igreja Mundial do Poder de Deus se disse revoltado e que a aprovação era "vergonhosa".

"Peço desculpas, mas como uma pessoa que orienta (vocês) tenho de falar.", disse Valdemiro em seu horário comprado na Rede Brasil de Televisão.

Apesar disso, no meio do "libelo" contra o fundo, Valdemiro deu um jeito de elogiar Jair Bolsonaro

"As pessoas criticam ele. ficam acusando (Bolsonaro) sem provas", bajulou o religioso.

"Um sujeito que completou 7 mandatos no meio de raposas (e nunca foi acusado de nada), é preciso tirar o chapéu".

O pastor nada falou sobre o Eduardo, filho de Bolsonaro, que votou a favor do aumento, apesar de ter passado os últimos anos afirmando ser contrário à proposta.