Conteúdo publicado há 3 meses

Laudo aponta que fã de Taylor morreu por exaustão térmica; T4F se pronuncia

A causa da morte de Ana Clara Benevides, fã de Taylor Swift que morreu em 17 de novembro no show da cantora no Rio de Janeiro, foi calor extremo.

O que aconteceu

O perito concluiu que a Ana estava exposta a calor difuso (extremo). A exposição foi indireta e a fonte do calor foi o sol, segundo resultado do laudo obtido por Splash.

A evolução clínica aponta "exaustão térmica com choque cardiovascular, comprometimento grave dos pulmões e morte súbita". Ana Clara teve hemorragia alveolar, que é o rompimento dos vasos sanguíneos que irrigam os pulmões. Ela ainda teve congestão polivisceral, a paralisação de vários órgãos, por exposição difusa ao calor — insolação.

A 24ª DP (Piedade) deve intimar os responsáveis da T4F (Time for Fun) para depor no inquérito em investigação. Eles devem prestar esclarecimentos sobre os cuidados tomados para amenizar o calor durante a apresentação de Taylor Swift.

A T4F reforçou que seguiu as melhores práticas de organização de eventos, incluindo exigências das autoridades, distribuindo água e permitindo a entrada de copos descartáveis sem limitação. "A empresa reitera, como tem feito desde o ocorrido, que lamenta profundamente a perda de Ana Clara. Ela foi prontamente atendida por socorristas e encaminhada em ambulância UTI, acompanhada por médicos até o hospital para que pudesse receber atendimento. A empresa segue prestando todas as informações solicitadas pelos órgãos públicos e colabora com as autoridades na investigação em curso. Em mais de 40 anos de atuação, a empresa nunca havia registrado um episódio trágico como o ocorrido no Engenhão, decorrente de fator climático", diz o comunicado.

Morte de Ana Clara Benevides

Ana passou mal enquanto Taylor se apresentava no Engenhão. Ela foi socorrida pela brigada contratada pela T4F e levada ao hospital, onde foi constatada a morte após uma parada cardiorrespiratória. A estudante de psicologia viajou do Mato Grosso do Sul para o Rio justamente para a apresentação da cantora norte-americana.

Weiny Machado, pai da jovem, afirmou que pode ter havido, sim, negligência de alguma parte na morte de sua filha. "Nada vai trazer minha filha de volta. O que eu posso dizer é que teve negligência em alguma parte. Não sei se foi por causa da falta de água que provocou vários desmaios. Não sei se pela proibição de entrar com água e faltou", disse em entrevista a Splash.

Poucas horas após o fim de sua primeira noite de show no Brasil, Taylor Swift lamentou a morte da fã. "Não acredito que estou escrevendo essas palavras, mas é com o coração partido que digo que perdemos um fã no começo desta noite, antes do meu show. Eu nem posso dizer o quão devastada estou por isso. Tenho pouca informação além do fato de que ela era incrivelmente linda e jovem demais."

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Seis dias depois da morte de Ana Clara, o CEO da T4F, Serafim Abreu, se pronunciou sobre o ocorrido. Ele disse que o "calor extremo" naquela semana no Rio de Janeiro foi "sem precedentes", e admitiu que a organizadora poderia ter tomado outras ações. "Reconhecemos que poderíamos ter tomado algumas ações alternativas, adicionais a todas as outras que fizemos, como, por exemplo, criar locais de sombra nas áreas externas, alterar o horário dos shows inicialmente programados, enfatizar mais a permissão de ingressar com copos de água descartáveis".

Abreu classificou a morte de Ana Benevides como uma "fatalidade", que, segundo ele, aconteceu "pela primeira vez em mais de 40 anos de atuação" da T4F.

Ele ofereceu assistência à família da universitária, cujo corpo já havia sido sepultado. "Estamos absolutamente desolados, muito tristes com a perda da jovem Ana Clara, apesar do pronto atendimento e de todos os esforços realizados pelas equipes médicas no evento e no hospital. À família de Ana Clara, quero expressar os nossos mais sinceros sentimentos. Coloco aqui, agora publicamente, a nossa disposição em prestar assistência no que for necessário, como já dissemos, diretamente para os membros da família e para o advogado que os representa, por telefone, por escrito, desde o ocorrido".

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