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Prestou atenção no livro? Andrea Beltrão lê clássico em cena de masturbação

De Splash, em São Paulo

25/11/2021 12h09Atualizada em 25/11/2021 13h06

A cena de Rebeca, personagem de Andrea Beltrão, se masturbando e descobrindo o autoprazer e seu próprio corpo ao negar ter uma relação no casamento tóxico com Túlio (Daniel Dantas) tinha um livro no meio dela.

Apesar dos comentários sobre a importância da sequência e da própria atuação de Beltrão, já indicada ao Emmy Internacional de melhor atriz, a obra escrita também protagonizou a cena.

Era "Mil e Uma Noites", coletânea de contos árabes e um marco da literatura. A versão lida pela personagem era com a presentação de Malba Tahan — pseudônimo do escritor e professor de matemática de Júlio Cesar de Mello e Souza, morto em 1974.

Segundo o site oficial do autor, foram mais de 100 livros publicados até sua morte. O pseudônimo, definido como "mistificação literária" foi descoberta nos anos 40.

Mil e Uma Noites - Reprodução/Amazon - Reprodução/Amazon
Capa da edição de 'Mil e Uma Noites', publicado em 2000
Imagem: Reprodução/Amazon

Já a obra "Mil e Uma Noites" ficou popularizada no ocidente a partir da tradução do francês Antoine Galland por volta de 1704.

A história mostra o rei Périsa, da Pérsia, sendo traído pela esposa. Ele passa a dormir com outras mulheres por uma noite, mas as mata na manhã seguinte.

A única que consegue quebrar o ciclo de crueldade é Cheherazade (grafia adotada pelo volume 2 e publicado pela editora Ediouro). Ela conta uma história que desperta a curiosidade do rei e faz com que escape da morte — ela escreve então as 'Mil e Uma Noites'.

"Contos maravilhosos e de aventuras, histórias de amor e intrigas de namorados" compõem os contos, que também tem lendas, fábulas e parábolas para mostrar a "vida em toda sua maravilhosa diversidade".

A obra ainda é definida como uma janela para mostrar a "poesia e deslumbramento do mundo árabe".

Ela deu nome e inspirou a novela turca exibida pela Band em 2015. Também foi tema do samba-enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel em 2017.

Na cena, Andrea Beltrão abre o livro assim que Daniel Dantas vai tomar banho. Ela chega a colocar os óculos, mas tira eles e deixa o livro ao seu lado enquanto promove seu autoprazer. O marido vê o ato e inicia uma discussão — a personagem de Andrea exige respeito e que seja bem tratada não só no momento íntimo do casal.

Na discussão, a obra fica no colo dela e depois volta para a escrivaninha ao lado da cabeceira.

Autora da novela, Lícia Manzo defendeu a importância de exibir a sequência.

"Minha intenção foi tirar do armário algo normal e saudável. Que a mulher possa explorar, conhecer o próprio corpo. Escrevi a cena porque mulheres também sentem prazer e desejo, porque a sexualidade é parte da vida das mulheres, e não só dos homens", disse ao Gshow.