PUBLICIDADE
Topo

'La Casa de Papel': símbolo de Salvador Dalí quase deu lugar a Dom Quixote

Bastidores da gravação do quinto e último ano de "La Casa de Papel" - Divulgação
Bastidores da gravação do quinto e último ano de 'La Casa de Papel' Imagem: Divulgação

Renata Nogueira

De Splash, em São Paulo

06/06/2021 04h00

Macacões vermelhos, máscaras de Salvador Dalí e o hino "Bella Ciao". "La Casa de Papel" vai deixar marcas definitivas na cultura pop, com símbolos que serviram desde fantasia de Carnaval a inspiração para roubos de verdade e músicas de funk no Brasil.

Estamos sempre buscando ícones para nossas séries. No ano passado, 5.000 séries foram feitas nos 50 países mais industrializados do mundo. É um número imenso em termos de ficção. Por isso, precisamos nos destacar e ter identidade própria, o nosso DNA. Álex Pina

"Nós trabalhamos para que o espectador olhe e saiba logo de cara o que estamos fazendo. É óbvio que a máscara teria papel crucial. Estávamos em dúvida entre dois nomes: Dom Quixote e Salvador Dalí. A ideia estava ligada a gênios loucos, porque o jeito que eles entraram na Casa da Moeda nos primeiros episódios foi uma loucura, não foi?", relembra o criador da série, que explica a escolha.

Acabamos escolhendo Salvador Dalí por causa do bigode e de toda a aura de loucura dele. E agora virou uma fantasia de Halloween muito popular.

Para o diretor Jesús Colmenar, esses elementos despertaram a atenção do público e foram um fator decisivo no sucesso de "La Casa de Papel".

No fim das contas, eu acho que essa iconografia, muito usada em graphic novels e quadrinhos, é um dos pontos altos e um dos principais motivos para o sucesso da série. Ver os ladrões usando macacões vermelhos e máscaras de Dalí é uma imagem forte, que automaticamente atiça a sua curiosidade.

Já o hino "Bella Ciao", que embala cenas emblemáticas, surgiu depois de uma busca que durou cerca de um mês. A ideia partiu de um dos roteiristas da série, Javier Goméz Santander, relembra Pina.

"Queríamos um som marcante. Sempre buscamos uma identidade: na cor vermelha, nas máscaras de Dalí... é uma iconografia quase pop. E claro que precisávamos de uma trilha que fosse um hino e estivesse associada à liberdade e à resistência. Até que, um dos roteiristas, Javi, trouxe essa música e dissemos: 'É isso! Nós procuramos músicas durante um mês até encontrar 'Bella Ciao'. E isso foi crucial."