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Leandro Carneiro

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Galvão faz Olimpíada com emoção acima do normal. O fim está próximo?

Galvão Bueno exalou emoção durante as transmissões - Reprodução/Twitter
Galvão Bueno exalou emoção durante as transmissões Imagem: Reprodução/Twitter
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Leandro Carneiro

Editor de Splash, viciado por qualquer tipo de reality show, inclusive aqueles que os famosos vivem na vida real. Jornalista há mais de 10 anos e palpiteiro desde sempre. Se o assunto for esporte entro em campo também.

Colunista do UOL

09/08/2021 10h32

Galvão Bueno completou seu 71º aniversário há menos de um mês. E todo mundo se pergunta: 'quando é que o narrador vai parar?'. Essa data ainda é incerta, o suspense permanece, ele diz que estará em Paris, mas a despedida parece se aproximar cada vez mais.

O narrador foi um pouco diferente do que estava acostumado a ser durante os Jogos Olímpicos de Tóquio. Não sou louco de questionar a postura do "vendedor de emoções". Não, longe disso. Ele nunca deixou de passar isso nas partidas da seleção, mas parece que as sensações estavam ainda mais evidentes no Japão.

Está certo que Galvão, assim como todos nós, também deve ter sofrido o afastamento de pessoas e do trabalho causado pela pandemia. Foram 14 meses sem narrar nada, mas ele pareceu se emocionar como nunca.

Prova disso foi o momento em que encerrou as transmissões dos Jogos. A voz embargou, Galvão segurou as lágrimas e visivelmente emocionado falou:

"É celebração da vida e as Olimpíadas são a grande celebração do esporte. Esse ano foi especial diante de todas as dificuldades que atravessamos. Deste período, fica a certeza de que juntos somos mais fortes. Isso é humanidade."

A alegria legítima de Galvão pôde ser percebida em momentos mais discretos da transmissão da Globo. Como quando "conheceu" Rayssa Leal por vídeo ou na conversa com Rebeca Andrade no encerramento, sem contar as duas medalhas de ouro, uma de prata e duas de bronze que narrou.

Vamos ter Galvão na Copa de 2022. Ele disse que estará também nos Jogos de Paris em 2024. Mas por quanto tempo mais teremos o principal narrador da história do país?

É como se Galvão percebesse que sua carreira está chegando ao fim. O que resta para o brasileiro é aproveitar enquanto há tempo, pois outro Galvão vai demorar para existir, se é que vai.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL