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Criador de 'Years and Years' volta com minissérie sobre epidemia de Aids

Parte do elenco de "It"s a Sin" - Divulgação
Parte do elenco de "It's a Sin" Imagem: Divulgação
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Fernando Oliveira, conhecido como Fefito, é formado em jornalismo e pós-graduado em direção editorial. Teve passagens pela IstoÉ Gente, Diário de S. Paulo, iG, R7. Atuou como apresentador do Estação Plural, da TV Brasil, Mulheres, da TV Gazeta, e Morning Show, da Jovem Pan.

Colunista do UOL

23/01/2021 13h08

No ano passado "Years and Years", produção inglesa exibida pela HBO sobre os possíveis e apocalípticos próximos anos de um mundo que viu crescer o autoritarismo e se afundou em crise financeira, virou uma verdadeira febre nas redes sociais. Agora, Russel T. Davies, criador da minissérie, decidiu voltar seus olhos para o passado com "It's A Sin", drama em cinco episódios que acaba de estrear no Channel 4, na Inglaterra. Ambientada no meio dos anos 80, a trama tem como força motriz o devastador início da epidemia de Aids, descoberta quando os sintomas já estavam avançados e erroneamente atribuída como exclusividade da população homossexual.

Aqui, um grupo de amigos que divide apartamento no centro de Londres precisa lidar com uma nova realidade. Um deles, por exemplo, começar a sofrer com crises de epilepsia e chega a ser trancado em um hospital, sem direito a visita, por ser considerado contagioso. Outro descobre que o namorado tem manchas na pele após ter problemas para usar camisinha. Para quem está ao redor, a experiência parece tão intensa quanto para quem descobre a má notícia. Com pouca informação, há quem prefira se livrar das roupas dos colegas de quarto como se fossem lixo tóxico.

Já no trailer de divulgação, "It's A Sin" mostra que olhar para o passado é importante para entender o presente. Nele, um dos protagonistas, Richie (Olly Alexander), afirma não acreditar que a Aids exista e diz que é tudo uma invenção moralista. Em tempos de fake news sobre vacinas, não há como não traçar um paralelo.

Pungente, a minissérie serve como um lembrete para as gerações mais jovens, que não testemunharam as muitas mortes até a descoberta de tratamentos para o HIV, de que é preciso seguir se prevenindo.

Intenso, o primeiro episódio já dá uma boa mostra de que Russell T. Davies acertou mais uma vez. O escritor e produtor já pode ser colocado na galeria de nomes que devem ser atentamente acompanhados na atual dramaturgia para a televisão.