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Chico Barney

Faltou alma na estreia de 'Quanto Mais Vida, Melhor!'

Giovanna Antonelli em cena de "Quanto Mais Vida, Melhor" - Reprodução/TV Globo
Giovanna Antonelli em cena de "Quanto Mais Vida, Melhor' Imagem: Reprodução/TV Globo
Chico Barney

Entusiasta e divulgador da cultura muito popular. Escreve sobre os intrigantes fenômenos da TV e da internet desde 2002

Colunista do UOL

22/11/2021 21h08

A estreia de "Quanto Mais Vida, Melhor!", primeira novela das sete totalmente inédita desde o começo da pandemia, teve como missão apresentar os quatro protagonistas e entrelaçar seus destinos.

Isso foi feito de forma bastante apressada, dado o tempo disponível em um capítulo de novela das sete. Fomos apresentados ao médico frio e calculista, à empresária cheia de energia, ao carismático ex-jogador de futebol em atividade e à jovem rebelde que procura independência financeira aplicando golpes.

São personagens interessantes e com potencial, é verdade. Mas a pressa com que as cartas foram colocadas na mesa acabou deixando tudo meio genérico, sem alma.

A solução encontrada para reunir os quatro no mesmo voo nem chega a ser uma solução. Foram simplesmente reunidos, como em uma convocação do Tite para a seleção brasileira.

Mas isso garante o ponto de partida pitoresco, no qual os personagens morrem no acidente aéreo e ganham uma nova chance logo na sequência. Mas questões particulares de cada um pareceram um tanto triviais. Shakespeare tratou de todos os dramas humanos muitos anos atrás, mas não custa nada tentar adicionar uns condimentos.

É aguardar para ver se o pragmatismo criativo de "Quanto Mais Vida, Melhor" conseguirá reanimar a audiência do horário nobre da Globo. Mesmo com a corneta deste palpiteiro, o time jogando na retranca pode garantir bons resultados.

Voltamos a qualquer momento com novas informações.