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Arte Fora do Museu

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Alexandre Orion usa estações do metrô como galeria de arte

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Andre Deak / Felipe Lavignatti Felipe Lavignatti

O projeto Arte Fora do Museu nasceu em 2011 com os pesquisadores e jornalistas Andre Deak e Felipe Lavignatti, como um levantamento de obras de arte nas ruas da cidade de São Paulo. Hoje em mais de 500 cidades do mundo, milhares de obras e centenas de artistas, é um guia de arte urbana que inclui arquitetura, escultura, graffiti e mural. Andre Deak e Felipe Lavignatti são também sócios na produtora Liquid Media Lab, com projetos de comunicação digital, arte e diversos trabalhos no campo da inovação.

Felipe Lavignatti

Colunista do UOL

03/11/2021 12h27Atualizada em 03/11/2021 12h27

Há mais de uma década iniciamos o levantamento de arte em espaços públicos. O conceito era selecionar obras de arte que estivessem com fácil acesso a todos e de forma gratuita. Foi quando nos deparamos com o acervo do Metrô de São Paulo, que possui artes de nomes como Tomie Ohtake e Francisco Brennand. Não poderíamos deixar de fora. Por mais que não seja gratuito, custe o preço do bilhete, o metrô é um espaço público e com muita arte a ser apreciada. E como espaço expositivo, recebe agora um dos grandes artistas contemporâneos do Brasil, Alexandre Orion, com sua mostra UNI.

Larissa Luz pelo olhar de Alexandre Orion para o projeto UNI - Divulgação - Divulgação
Larissa Luz pelo olhar de Alexandre Orion para o projeto UNI
Imagem: Divulgação

A partir dessa sexta, dia 5, as estações República, Luz e Alto do Ipiranga contarão com uma série de retratos de personalidades como Milton Hatoum, Maria Adelaide Amaral, Zeca Camargo, Ronaldo Fraga, Tata Amaral, Criolo, Jô Santana e Larissa Luz. Resultado de uma pesquisa iniciada por Alexandre Orion em 2017, UNI é um trabalho inédito que retrata as pessoas iluminadas por uma única fonte de luz, moldada pelo artista como uma silhueta. Diferentemente dos retratos convencionais, em que a iluminação está sempre nos bastidores, em UNI a fonte luminosa está dentro do quadro.

Ronaldo Fraga pelo olhar de Alexandre Orion para o projeto UNI - Divulgação - Divulgação
Ronaldo Fraga pelo olhar de Alexandre Orion para o projeto UNI
Imagem: Divulgação

Nas palavra do artista, "UNI retrata o humano através de uma única silhueta de luz, uma aura coletiva que nos iguala ao iluminar nossa diversidade. Não é apenas um retrato. É o registro de uma existência, de tudo o que nós representamos, de tudo o que transformamos positivamente no mundo." Contemplado com o prêmio por histórico de realização da Aldir Blanc, UNI é um trabalho de longo prazo, com novos registros a serem feitos ao longo dos anos. A primeira edição do projeto teve os retratos realizados durante as gravações do programa Papo de Arte, de Hélio Goldsztejn e conta com texto de Vilma Piedade. A exposição pode ser conferida até o dia 5 de fevereiro de 2022.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL