De túmulo a prisão: conheça os hotéis mais diferentões do mundo
Marcel Vincenti
Colaboração para o UOL
18/09/2017 04h00
Quarto, banheiro, TV e frigobar? Nada disso. Existem estabelecimentos que oferecem acomodações bem diferentonas para seus hóspedes, como celas de prisão, buracos dentro de antigas minas e até um cripta que abrigou o corpo de um padre por mais de 100 anos. Conheça esses locais abaixo e quanto custam (preços sujeitos a alterações).
Antiga mina de prata
Imagem: Maria Andersson_Sala Silvergruva
A empresa Sala Silvergruva AB é dona de uma mina de prata desativada em Sala, a cerca de 120 km de Estocolmo, na Suécia. Além de promover visitas turísticas pelo local, o empreendimento abriga, dentro da mina, o que ele chama de “a suíte mais profunda do mundo”, que fica 155 metros sob o nível da superfície. A acomodação se encontra literalmente dentro de um buracão, mas oferece confortos como uma cama de casal, cadeiras e até uma penteadeira. O espaço é também decentemente iluminado. E não pense que é barato dormir por lá: as diárias custam a partir de US$ 560 (cerca de R$ 1.750).
Noite na cripta
Imagem: Hotel Crypt_Divulgacao
A cidade de Lewiston, no Estado norte-americano do Maine, abriga o Hotel Crypt, cujo nome já diz muita coisa: o estabelecimento é composto por uma acomodação que ocupa a cripta de uma igreja que, durante mais de 100 anos, abrigou os restos mortais de um padre. A ossada foi removida do local em 2009, que, depois, foi transformado em um quarto hoteleiro. Lá, as pessoas podem dormir dentro do buraco que guardou o corpo do clérigo. Mas a experiência não para por aí: a cripta é equipada com televisão e diversos filmes de terror, para deixar a noite ainda mais sinistra. As diárias custam a partir de US$ 280 (aproximadamente R$ 870).
Quarto na árvore
Imagem: Treehotel_Divulgacao
Localizado em uma região florestal da Lapônia sueca, o Treehotel é uma opção perfeita para hóspedes que gostam se integrar de verdade à natureza. O estabelecimento oferece acomodações acopladas à parte alta das árvores (um deles está a 10 metros do solo), mas não são nada rústicos: todos os espaços foram desenhados por renomados arquitetos, se integram muito bem ao ambiente e oferecem interiores confortáveis e estilosos. E o local é também ideal para quem quer tranquilidade: o centro urbano mais próximo do Treehotel é a vila de Harads, que conta com cerca de 600 habitantes. As diárias do lugar custam a partir de US$ 615 (aproximadamente R$ 1.920).
Montanha Mágica
Imagem: Reserva Biologica Huilo Huilo_Divulgacao
Uma casa de conto de fadas ou uma árvore de Natal. Com formato cônico e quase que completamente coberto por densa vegetação, o hotel Montaña Mágica lembra muitas imagens fantásticas. O estabelecimento fica dentro de um dos mais interessantes destinos de ecoturismo do Chile: a Reserva Biológica Huilo Huilo, que abriga cachoeiras, montanhas nevadas e bosques onde o turista pode admirar dezenas de espécies de árvores, centenas de espécies de flores e pelo menos 12 mamíferos. Com um confortável interior feito de madeira, o Montaña Mágica hospeda muitos dos turistas que visitam Huilo Huilo. Suas acomodações duplas custam a partir de 210.083 pesos chilenos por noite (cerca de R$ 1.050).
Dormindo em um “cachorro”
Imagem: Dog Bark Park Inn_Airbnb
No Estado norte-americano de Idaho está localizada uma acomodação para turistas que tem uma das arquiteturas mais únicas do mundo. Trata-se do Dog Bark Park Inn, que exibe a forma de um cachorro gigante e abriga dois quartos, banheiro e uma varanda com vista para as paisagens rurais de Idaho (o local fica na pacata cidade de Cottonwood, que tem menos de 1000 habitantes). O Dog Bark Park Inn pode ser reservado através do site Airbnb e suas diárias custam a partir de R$ 400. E quem passa por lá parece gostar da experiência: a acomodação tem avaliação máxima de cinco estrelas no Airbnb.
Prisioneiros do socialismo
Imagem: Karosta Prison_Divulgacao
Já imaginou pagar para dormir dentro de um antigo cárcere e ser maltratado por atores vestidos de guardas? Esta experiência é possível na cidade de Liepaja, no oeste da Letônia, onde fica a prisão de Karosta. As celas e corredores da cadeia preservam seu aspecto original, com paredes escuras e ambientes deprimentes. Os hóspedes dormem atrás das grades em camas de ferro e enfrentam sessões de interrogatório de mentirinha –mas bem ríspidas. A ideia é simular a vida dos detentos que passaram por Karosta, uma prisão construída em 1900 e que, durante boa parte do século 20, quando a Letônia fazia parte da União Soviética, esteve sob o domínio das forças de segurança de Moscou. Quer passar a noite lá? Custa só 15 euros (cerca de R$ 56).
“Prisão” tailandesa
Imagem: Sook Station_Divulgacao
A exemplo da Letônia, a Tailândia também tem um hotel-prisão, mas com um ambiente um pouco menos opressor: trata-se do Souk Station, localizado em Bangcoc e que reproduz (de maneira bastante convincente) o ambiente de uma prisão. No local, hóspedes podem vestir roupas listradas e dormir em “celas” cercadas por grades, conectadas por escuros corredores. O banheiro, apesar de limpinho, também tem um ar meio sinistro e ameaçador (bem típico da maioria das prisões). E o mais interessante: no check-in, os hóspedes fazem aquela foto típica dos criminosos que estão prestes a ingressar na cadeia. As diárias do Sook Station custam a partir de R$ 170.
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