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Ilha abandonada no Japão atrai turistas com paisagens tenebrosas

A ilha fantasma japonesa virou uma atração turística perto de Nagasaki - Jordy Meow/Creative Commons
A ilha fantasma japonesa virou uma atração turística perto de Nagasaki Imagem: Jordy Meow/Creative Commons

Do UOL, em São Paulo

18/04/2016 09h53

A paisagem lembra uma cidade que acaba de sair de uma guerra ou um cenário de filme de terror: prédios cinzentos com janelas quebradas, vielas tomadas por entulhos e escadarias que levam para escuros corredores, onde o silêncio é absoluto.

Os antigos moradores se foram e, hoje, o local é uma ilha fantasma turística situada no sul do Japão, a cerca de 15 quilômetros da cidade de Nagasaki.

O aspecto desolado deste pedaço de terra, porém, não tem nada a ver com a bomba atômica que os Estados Unidos jogaram nas redondezas em 1945.

Hashima, como é chamada esta ilha, foi desabitada nos anos 1970, quando a mina de carvão que ela abrigava foi desativada. Com uma área de 6,3 hectares, o lugar começou a receber moradores (a maioria mineiros e suas famílias) no final do século 19 e, em 1959, atingiu seu pico populacional: cerca de 5.300 pessoas. 

Com uma área de 6,3 hectares, Gunkanjima fica perto de Nagasaki  - Kntrty/Creative Commons - Kntrty/Creative Commons
Vista aérea de Gunkanjima, localizada no sul do Japão
Imagem: Kntrty/Creative Commons

Com o tempo, a ilha começou a ser chamada de Gunkanjima (a Ilha do Navio de Guerra): vista de longe, marcada pelos edifícios que foram construídos em seu solo e cercada pelo oceano Pacífico, o local realmente lembra uma embarcação bélica. 

Nos anos 2000, com suas construções deterioradas e abandonadas por três décadas, Gunkanjima começou a ser visitada por turistas que passeavam pelos lindos cenários litorâneos desta região do território nipônico. Seu aspecto fantasmagórico é um interessante contraponto às paisagens ensolaradas da área. 

"É um passeio incomum e fascinante", escreve o internauta Hattie Weymouth no site de viagens TripAdvisor. "Trata-se de um lugar completamente único, com excelentes oportunidades para os fotógrafos".

Os turistas, porém, que quase sempre estão acompanhados por guias nas incursões à ilha, não podem andar livremente pelo local. Os tours costumam ter caminhos demarcados, passando apenas por lugares considerados seguros para os visitantes, visto que muitas das edificações da área estão em estado de colapso. 

A ilha teve mais de 5.000 habitantes, mas foi abandonada nos anos 1970 - Jordy Meow/Creative Commons - Jordy Meow/Creative Commons
A ilha teve mais de 5.000 habitantes, mas foi abandonada nos anos 1970
Imagem: Jordy Meow/Creative Commons

No percurso, é possível ver os grandes prédios residenciais da ilha, um antigo hospital e resquícios da antiga mina de carvão. Diz a história que, na época da Segunda Guerra Mundial, chineses e coreanos foram submetidos a brutais trabalhos forçados no local pelo governo japonês. 

Não à toa, Gunkanjima teria sido a inspiração para o sinistro cenário do quartel-general do vilão Raoul Silva (interpretado por Javier Bardem) no filme "007 - Operação Skyfall", lançado em 2012. 

Os passeios à ilha podem ser contratados com agências na cidade de Nagasaki. 

Gunkanjima chama a atenção por ter o formato de um navio de guerra - Jordy Meow/Creative Commons - Jordy Meow/Creative Commons
Gunkanjima chama a atenção por ter o formato de um navio de guerra
Imagem: Jordy Meow/Creative Commons

Gunkanjima seria um ótimo cenário para um filme de terror - Jordy Meow/Creative Commons - Jordy Meow/Creative Commons
Gunkanjima seria um ótimo cenário para um filme de terror
Imagem: Jordy Meow/Creative Commons

Atualmente, Gunkanjima parece uma cidade saída de uma guerra - Jordy Meow/Creative Commons - Jordy Meow/Creative Commons
Atualmente, Gunkanjima parece uma cidade saída de uma guerra
Imagem: Jordy Meow/Creative Commons

Turistas chegam à ilha conhecida como Gunkanjima, no sul do Japão - At by At /Creative Commons - At by At /Creative Commons
Turistas chegam à ilha conhecida como Gunkanjima, no sul do Japão
Imagem: At by At /Creative Commons