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Emirados Árabes têm passaporte mais poderoso do mundo; Brasil está em 11º

Passaporte dos Emirados Árabes Unidos - Aaftab Sheikh/Getty Images/iStockphoto
Passaporte dos Emirados Árabes Unidos Imagem: Aaftab Sheikh/Getty Images/iStockphoto

De Nossa

09/12/2022 15h09

Os Emirados Árabes Unidos — do qual fazem parte Dubai, Abu Dhabi, Xarja, entre outras monarquias — têm o passaporte mais influente de todo o planeta, segundo avaliação da consultoria canadense de serviços financeiros para cidadania Arton Capital.

O documento do país no Oriente Médio abre portas para 180 países — mais do que qualquer outro no globo — sendo 121 destes sem a necessidade de apresentação de visto.

Boa parte dos ocupantes das dez primeiras posições do ranking são países europeus. O Brasil é o 45º país da lista, mas classificado em 11ª posição de influência — graças ao fato de que há muitos países tecnicamente empatados em diferentes colocações por abrirem o mesmo número de portas com seus passaportes.

Nosso documento é aceito em 160 países, de acordo com a Arton, em 109 sem a necessidade de visto para a entrada. Outros 51 cobram a autorização e 38 exigem que o passaporte venha acompanhado de visto, como é o caso para brasileiros que desejam entrar nos EUA em férias.

Como funciona o ranking e o que ele significa?

Os países são avaliados por uma "pontuação total de mobilidade", que é a somatória de países onde o documento é aceito para a entrada de visitante sem a necessidade de visto, mais os números daqueles onde é necessário um visto rápido ou autorização emitida na entrada.

A necessidade de visto tradicional, que deve ser expedido com antecedência à viagem, não é parte desta pontuação final.

No caso dos Emirados Árabes, sua pontuação total de mobilidade é de 180 países, sendo 121 onde o passaporte é aceito como o único documento necessário para a viagem, 59 países onde o passaporte precisa vir acompanhado de uma autorização de entrada e outros 18 onde é necessário visto no passaporte.

Brasil está empatado com Chile e Argentina na 11ª posição de influência - Gilberto_Mesquita/Getty Images/iStockphoto - Gilberto_Mesquita/Getty Images/iStockphoto
Brasil está empatado com Chile e Argentina na 11ª posição de influência
Imagem: Gilberto_Mesquita/Getty Images/iStockphoto

A avaliação da Arton Capital difere bastante dos resultados obtidos por outros rankings de passaportes, o mais famoso deles o da consultoria de imigração Henley & Partners, que usa a base de dados da Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo) sobre o número de países em que apenas a apresentação do documento garante a entrada do viajante estrangeiro, sem necessidade de qualquer visto.

Neste ranking, por exemplo, as primeiras posições há diversas edições são ocupadas por Japão e Singapura, com documento válido em 193 países.

Passaporte japonês é considerado um dos mais poderosos, também de acordo com outros rankings - Yobab/Getty Images/iStockphoto - Yobab/Getty Images/iStockphoto
Passaporte japonês é considerado um dos mais poderosos, também de acordo com outros rankings
Imagem: Yobab/Getty Images/iStockphoto

Os passaportes mais poderosos do mundo, pela Arton

1º: Emirados Árabes Unidos (aceito em 180 países)

2º: Alemanha, Suécia, Finlândia, Luxemburgo, Espanha, França, Itália, Países Baixos, Áustria, Suíça e Coreia do Sul (173 países)

3º: Dinamarca, Bélgica, Portugal, Noruega, Polônia, Irlanda, Estados Unidos da América e Nova Zelândia (172 países)

4º: República Tcheca, Grécia, Hungria, Japão, Reino Unido e Austrália (171 países)

5º: Singapura, Malta, Lituânia, Eslováquia e Canadá (170 países)

6º: Estônia, Letônia e Eslovênia (169 países)

7º: Islândia e Liechtenstein (168 países)

8º: Chipre, Croácia, Romênia e Bulgária (167 países)

9º: Malásia (165 países)

10º: Mônaco (163 países)

Os menos influentes

97º: Afeganistão (38 países)

96º: Síria (39 países)

95º: Iraque (40 países)

94º: Paquistão e Somália (44 países)

93º: Iêmen (45 países)

92º: Bangladesh (49 países)

91º: Líbia, Territórios Palestinos e Coreia do Norte (50 países)

90º: Irã (51 países)

89º: Eritreia (52 países)

88ª: Etiópia e Sudão do Sul (53 países)