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12 dicas para viajar mais barato apesar da pandemia e crise econômica

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Marcel Vincenti

Colaboração para Nossa

24/11/2020 04h00

Viajar em 2020 tem sido um verdadeiro desafio para muita gente. O ano, afinal, foi assolado por uma pandemia e por muita instabilidade econômica, o que tirou o poder de compra de boa parte da população.

"Turistar", porém, não virou algo impossível: existem macetes que, se seguidos à risca, podem permitir que você faça uma bela viagem sem gastar muito dinheiro. A seguir, veja dicas para economizar em seu próximo passeio de férias.

Fuja de feriados

Se você começou a fazer home office durante a pandemia (e, por conta disso, está com horários mais flexíveis), tente programar sua próxima viagem para um período fora da época de férias ou feriados.

Ao pegar a estrada quando há uma menor movimentação de viajantes, será grande a chance de encontrar preços mais baratos de hospedagem, de passagens e de outros serviços relacionados ao turismo.

E melhor ainda se der para viajar em dias úteis de meses que, tradicionalmente, não são marcados por grandes fluxos turísticos, como março e agosto.

Fique atento ao calendário na hora de planejar sua próxima viagem e economize - Getty Images/iStockphoto - Getty Images/iStockphoto
Fique atento ao calendário na hora de planejar sua próxima viagem e economize
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Planeje a viagem com boa antecedência

É importantíssimo reservar com alguns meses de antecedência a passagem e a hospedagem no destino que você pretende visitar. Fazendo isso, fica mais fácil encontrar bilhetes de avião e diárias de hotel com preços atrativos. É enorme a chance de pagar preços altos caso você realize estas reservas em cima da hora.

Compare preços

Atualmente, existem sites que comparam, com grande rapidez, os preços de passagens aéreas, de hospedagens e até de aluguel de carros que estão disponíveis na internet.

O Skyscanner (www.skyscanner.com.br), por exemplo, compara os preços de bilhetes aéreos para determinado destino que estão sendo vendidos por diferentes empresas. Já o Trivago (www.trivago.com.br) mostra preços de diárias ofertados por vários sites de reserva de hospedagem, como o Booking.com (www.booking.com) e o Hoteis.com (www.hoteis.com). São ferramentas muito úteis para encontrar o melhor preço na hora de contratar um serviço de viagem.

Pesquisa em sites de comparação de preços e nos estabelecimentos ajudam a baratear sua viagem - Getty Images/iStockphoto - Getty Images/iStockphoto
Pesquisa em sites de comparação de preços e nos estabelecimentos ajudam a baratear sua viagem
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Verifique o site da própria companhia aérea ou hotel

Após encontrar uma passagem aérea com preço atrativo através dos sites de comparação, entre no site da própria companhia aérea que irá operar o voo, para ver quanto este mesmo bilhete está custando lá (e o mesmo serve para reservas em hotéis).

Às vezes, a passagem ou a diária estarão ainda mais em conta se reservadas diretamente na fonte.

Receba alertas de promoções

Sites de comparações de preços de passagens aéreas podem enviar alertas quando o bilhete desejado muda de preço. Em plataformas como Skyscanner e Kayak (www.kayak.com.br), busque o ícone que cria alerta de preços e se cadastre para receber as notificações.

Esta é uma ótima maneira de saber se a passagem que você quer ficou mais barata de um dia para o outro. Se o valor cair muito, você saberá que é a hora de adquirir o tíquete.

Explore destinos fora da rota

Já que é recomendável evitar aglomerações durante a pandemia, comece a buscar destinos mais isolados e fora dos roteiros tradicionais para curtir uma viagem. Além de desviar das muvucas, isso pode fazer com que você economize dinheiro: lugares afastados e que não costumam receber muitos visitantes tendem a oferecer meios de hospedagem e outros serviços turísticos com preços atrativos.

No interior do Brasil, por exemplo, não faltam lindas regiões montanhosas e rurais pouco exploradas e que abrigam aconchegantes pousadas e hotéis fazenda - e muitas oportunidades de passeios gratuitos no meio da natureza.

Viagens de carro e dentro do país são as maiores apostas na pandemia - Getty Images/iStockphoto - Getty Images/iStockphoto
Viagens de carro e dentro do país são as maiores apostas na pandemia - e depois dela
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Explore destinos perto de casa

Estes destinos fora da rota, aliás, podem estar mais perto da sua casa do que você imagina. O Brasil tem muita natureza e, à curta ou média distância das grandes cidades do país, sempre há um lugar com cachoeiras, lindas trilhas, paisagens montanhosas ou românticas áreas rurais para serem exploradas.

Com a pandemia, muita gente está descobrindo atrativos turísticos que ficam perto de casa para não ter que pegar avião ou percorrer grandes distâncias por terra para viajar. Faça o mesmo: além de ser grande a chance de diversão, a viagem tenderá a ser mais em conta.

Hospedagens com gratuidade e descontos para crianças

No Brasil, há muitas pousadas, hotéis e hotéis fazenda que não cobram diárias ou que dão ótimos descontos para crianças. Se a intenção é viajar com a família, faça uma extensa pesquisa para descobrir estabelecimentos com promoções ou gratuidade para o público infantil. Isso irá gerar uma grande economia na viagem.

Hospedagem com cozinha

A alimentação tende a ser um dos itens mais caros de qualquer viagem. Por isso, vale muito a pena escolher meios de hospedagem com cozinha privativa, como acontece com muitas residências disponíveis nas plataformas Airbnb (www.airbnb.com.br) e Vrbo (www.vrbo.com.br).

Assim, você faz uma grande compra no supermercado antes de pegar a estrada e, durante a jornada, prepara as refeições em sua própria cozinha. Será bem mais barato do que frequentar restaurantes durante a viagem.

Cotações e contratos são itens para ter atenção na hora de planejar seu roteiro - Getty Images - Getty Images
Cotações e contratos são itens para ter atenção na hora de planejar seu roteiro
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Aplicativos que ajudam na economia

Em tempos de instabilidade econômica, o turista precisa saber quanto está gastando exatamente durante uma viagem. E, atualmente, há bons aplicativos que ajudam no controle das despesas.

No app Uallet (ualett.com), por exemplo, você informa quanto dinheiro tem para gastar em determinada viagem e anota suas despesas ao longo da jornada. Com a ferramenta, é fácil saber se você está perto de estourar o seu limite de despesas.

Já o Splitwise (www.splitwise.com) é um aplicativo que controla gastos realizados em viagens de grupo. Você pagou a gasolina do carro durante a viagem para o interior? E, no dia seguinte, alguém bancou a compra dos vinhos em uma vendinha local? No Splitwise, é possível registrar todas estas despesas e, ao final da jornada, ver se alguém está devendo dinheiro para alguém.

E, para passeios no exterior, há os aplicativos que são conversores de moeda, o que ajuda o viajante a ter uma ideia aproximada de quanto custa, em reais, aquela cerveja consumida em Buenos Aires ou o presentinho comprado em Santiago. Entre os conversores populares estão o XE (www.xe.com) e o Currency Easy Converter (www.convertmymoney.com).

Verifique as políticas de cancelamento e adiamento

Viagens podem ser atrapalhadas de uma hora para outra pela pandemia, que, desde março, vem causando o cancelamento de voos e situações de lockdown que impedem o funcionamento de hotéis, restaurantes e outros estabelecimentos turísticos.

Por isso, ao planejar uma viagem, verifique, em detalhes, como são as políticas de cancelamento e adiamento do serviço que você pretende contratar. Nada pior do que pagar por uma passagem ou hospedagem, não usufruir do serviço e, ainda, demorar para ser reembolsado.

Olho no custo-benefício

E é importante prezar por um bom custo-benefício. Às vezes, a hospedagem mais barata não irá oferecer o conforto necessário para a viagem. Ou a passagem mais em conta será para um voo realizado em um horário pouco conveniente para o turista.

Frequentemente, vale a pena pagar um pouco mais para ter uma dose extra de comodidade. E é fundamental verificar se, nesta pandemia, empresas de serviços turísticos baratos estão adotando protocolos sanitários efetivos contra o coronavírus.

Fontes: Alan Guizi (docente do curso de Turismo da Universidade Anhembi Morumbi) e Mariana Bueno de Andrade Matos (docente e pesquisadora de Lazer e Turismo na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP).