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Treinador de vôlei japonês é flagrado agredindo atletas com tapas no rosto

Das agências internacionais

Em Tóquio

18/09/2013 07h10

Uma agressão de um técnico de vôlei chocou o Japão nesta semana. O treinador bate em um dos atletas de uma equipe escolar com tapas no rosto em vídeo divulgado nesta semana. As imagens foram capturadas por outro jogador do time, de forma escondida, e flagram o comandante acertando o rosto de um jogador por 13 vezes em apenas 16 segundos.

Nas imagens, o homem, técnico do time da escola Hamamatsu Nittai, aparece gritando: “Comigo não se brinca, moleque, entende? Seu estúpido”. O clube do técnico confirmou que as imagens são verdadeiras e que o homem, no mesmo dia, agrediu outro atleta.

As imagens foram registradas durante um amistoso na cidade de Gifu. Ainda não se sabe se o treinador foi demitido ou suspenso pela escola.

O caso ocorre pouco mais de uma semana depois de Tóquio, a capital do país, ser eleita cidade-sede das Olimpíadas de 2020, o que fará com que o mundo do esporte se volte para o Japão do meio para o final desta década.

No Japão, era permitido até o final da Segunda Guerra Mundial que professores e técnicos punissem com agressões físicas atletas e estudantes. Apesar da prática ter sido banida desde então, é comum relatos de agressões estudantis até hoje.

Outros casos recentes

Recentemente, o Japão foi palco de outros escândalos de violência entre técnicos e comandados. Na última semana, o judoca Shohei Ono, 21 anos, campeão na categoria até 73 kg no Mundial do Rio de Janeiro, foi suspenso de sua universidade junto a outros 11 alunos por ter agredido calouros da faculdade.

Ono chegou a se desculpar e declarar que se "arrependia" de seus atos.  Ele foi suspenso por 30 dias da universidade.

Ainda no judô, o então presidente da federação local, Haruki Uemura, admitiu em julho que uma série de atos violentos envolvendo treinadores havia ocorrido.

Uemura renunciou do cargo, assim como outros nomes da cúpula da federação, em razão da pressão de sucessivos episódios de escândalos sexuais, de violência e de desvio de fundos na tradicional modalidade.

Também neste ano, em janeiro, as judocas da equipe feminina japonesa em Londres-2012 denunciaram seu treinador Ryuji Sonoda por golpeá-las com varas de bambu nos treinos, além de tapas na cara, chutes e empurrões.

Já o bicampeão olímpico Masato Uchishiba foi condenado a cinco anos de prisão, no mesmo mês, após ter sido acusado de estupro por uma atleta treinada por ele.

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