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Brasil tenta driblar fantasma russo e provocações pelo deca da Liga

Wallace é um dos grandes destaques ofensivos da seleção brasileira na Liga Mundial - FIVB/Divulgação
Wallace é um dos grandes destaques ofensivos da seleção brasileira na Liga Mundial Imagem: FIVB/Divulgação

Do UOL, em São Paulo

21/07/2013 06h00

Por mais que jogadores e comissão técnica da seleção brasileira de vôlei não admitam, a decisão da Liga Mundial contra a Rússia terá um 'gostinho especial'. Nos últimos anos, a equipe europeia consolidou-se como uma das grandes carrascas de Bernardinho e seus comandados. Neste domingo, às 20h (de Brasília), o Brasil terá de driblar o 'fantasma russo' e o que mais vier pela frente para conseguir chegar ao 10º título da competição.

O decacampeonato poderia ter chegado em 2011, última vez que a equipe nacional chegou à decisão da Liga. O encontro com os gigantes russos na época, porém, acabou melhor para o lado europeu. Primeiro na fase final, a Rússia enfiou um sonoro 3 a 0, na cidade de Gdansk, na Polônia. Os times se reencontraram na final e, por mais apertado que tenha sido - 3 sets a 2-, os adversários saíram vitoriosos mais uma vez.

A derrota mais dolorosa, no entanto, ainda estava por vir. Desacreditada e com status de 'acabada', a seleção chegou aos Jogos Olímpicos de Londres como azarão. Aos poucos se superou e, mais uma vez, chegou à final. Pelo caminho, de novo, os russos. O começo foi animador: 2 sets a 0 e a bola do jogo na terceira parcial. O bicampeonato olímpico estava perto. Estava. Com um 'nó tático' em Bernardinho, o técnico russo colocou seu meio de rede Muserskiy para atuar de oposto. O gigante de 2,18m acabou com o Brasil e conduziu seu time à virada. 

O novo reencontro em partidas oficiais ocorreu na última quarta-feira. Em Mar Del Plata (ARG), sede da fase final da Liga, os russos abusaram das provocações na rede, especialmente com Spiridonov - neste sábado, contra a Itália, ele abusou das graças e foi expulso do quarto set. A situação desestabilizou o Brasil, que foi derrotado novamente por 3 sets a 2. 

Driblar as provocações e manter a concentração no jogo é mais um desafio da renovada seleção brasileira. Em quadra, uma equipe jovem - Lucarelli, por exemplo, tem só 21 anos e assumiu a responsabilidade de substituir Murilo.  Isac, central, tem 22 anos e pode estar em quadra também, para substituir Éder, que sofre com dores no joelho e ficou fora da semifinal contra a Bulgária.

A seleção, aliás, pode chegar 'remendada' para o duelo decisivo. Leandro Vissotto, que também sofre com dores no joelho desde quarta-feira, não tem escalação garantida - assim como Éder. Outro que passou a preocupar a comissão técnica é o ponta Dante, que bateu joelho com joelho com Lucarelli durante a semifinal e saiu com muitas dores. Ele seria reavaliado para saber quais as condições para este domingo. Se Dante não jogar,  Lipe, Thiago Alves e Maurício disputam a vaga.