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Futebol Sem Fronteiras

O jogo por trás do jogo. Com Jamil Chade e Julio Gomes


OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Futebol sem Fronteiras #38: Dérbi de Sevilha divide cidade em casa e no estádio

Do UOL, em São Paulo

25/02/2022 16h27

Neste domingo (27), La Liga terá mais uma edição de um confronto especial: o clássico da Andaluzia entre Sevilla e Betis. A partida, às 12h15 (horário de Brasília e com acompanhamento do Placar UOL) ganha um tempero extra pelo bom momento vivido pelas duas equipes: o Sevilla é o vice-líder com 51 pontos, seis a menos do que o Real Madrid. Com 46, o Betis vem logo atrás, em terceiro, e uma vitória na casa do rival acirraria ainda mais esta disputa.

No podcast Futebol sem Fronteiras #38 (ouça na íntegra no episódio acima), o colunista Julio Gomes recebeu dois convidados: Tomás Campos, sevilhista, e Albert Perez Soto, bético, para conversar sobre um dos clássicos mais quentes da Espanha.

Julio destacou a ligação dos dois clubes com o Brasil. Em um passado não tão distante, alguns jogadores brasileiros tiveram passagens marcantes por lá, como os casos de Daniel Alves, Luís Fabiano, Renato e Julio Baptista, pelo lado sevilhista, e Denílson, Marcos Assunção, Edu e Ricardo Oliveira, pelos béticos.

"Não foram poucos os ótimos jogadores brasileiros que passaram por Sevilla e Betis. Hoje, já não são tantos, mas são importantes. Diego Carlos e Fernando estão sendo muito importantes para o Sevilla nesta temporada. No Betis, Willian José está fazendo seus golzinhos. Não são brasileiros de seleção, como eram aqueles de 15 anos atrás, mas continua havendo uma presença", disse o colunista do UOL.

Jornalista do diário esportivo Marca, Campos comentou sobre a particularidade do dérbi andaluz em relação ao clássico entre Real Madrid e Atlético de Madri. "Sempre digo aos meus companheiros de trabalho que um dérbi sevilhano não tem nada a ver como de Madri. Em Sevilha, há uma igualdade de forças que não existe em Madri. A cidade se divide ao meio. Nos últimos 15 anos, houve uma grande diferença, mas nesta temporada há uma igualdade. O dérbi é algo que se vive com muita intensidade", contou.

Outra característica do dérbi andaluz é haver, geralmente, um clima pacífico entre as duas torcidas, algo não tão comum em outras rivalidades pelo mundo. O último encontro entre as duas equipes, porém, ficou marcado por um episódio de violência. Em janeiro, o duelo pelas oitavas de final da Copa do Rei foi interrompido após o meio-campista Joan Jordan, do Sevilla, ser atingido por um objeto arremessado pela torcida. A partida foi retomada no dia seguinte, com portões fechados. O Betis venceu por 2 a 1 e avançou na competição.

"Tirando alguns episódios pontuais, a violência quase não apareceu nos dérbis. As famílias têm membros que torcem para o Sevilla e para o Betis. Na minha, por exemplo, meus pais e alguns irmãos são do Sevilla. Outros irmãos e eu somos do Betis. Levamos a rivalidade de uma forma bem natural. Obviamente, existem loucos aqui, em Madri, em São Paulo, em qualquer lugar do mundo", explicou Soto.

Nesta temporada, a disputa entre Sevilla e Betis ficou mais 'apimentada' pela boa campanha de ambos, algo não muito comum em épocas recentes. "Já faz algum tempo que o Sevilla tem times muito competitivos. É o grande papa títulos da Liga Europa, tem feito campanhas relevantes e sempre se classifica para a Liga dos Campeões. O Betis, nem tanto, e está se recuperando nesse ano", completou Julio.

Ouça o podcast Futebol sem Fronteiras e confira também a análise sobre como o Sevilla se tornou um clube relevante dentro do cenário continental e como o Betis se reergueu após o rebaixamento para a segunda divisão espanhola. E, para quem quiser conhecer Sevilha, a dica é: o principal ponto turístico da região é o povo andaluz.

Não perca! Acompanhe os episódios do podcast Futebol sem Fronteiras todas as quintas-feiras às 15h no Canal UOL.