Olimpíada Paris 2024 será "desafio considerável" para esquadrão antibombas

Por Antonia Cimini

PARIS (Reuters) - A equipe de combate a bombas da polícia de Paris espera que a Olimpíada represente um “desafio considerável” no próximo ano.

O esquadrão têm trabalhado com os organizadores da Paris 2024 para definir o nível certo de intervenção em relação a bombas durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos na capital francesa no próximo verão do hemisfério norte, disse o diretor do laboratório central da polícia na segunda-feira.

“Os Jogos Olímpicos são um desafio absolutamente considerável”, disse Christophe Pezron sobre os Jogos Olímpicos, que acontecerão entre  26 de julho a 11 de agosto. 

"No que diz respeito à prática de eliminação de bombas, há duas etapas que são bastante distintas para nós das etapas de inspeção do local, uma vez que cada um dos locais dos Jogos Olímpicos será inspecionado antes de ser entregue aos organizadores."

“Fizemos uma inspeção, uma espécie de ensaio, no Stade de France durante a Copa do Mundo de Rugby. Então a primeira etapa são essas inspeções em todos os locais dos Jogos Olímpicos."

“E a segunda atividade, que será realizada em paralelo, é que imaginamos que, dada o número de pessoas que se movimentará durante os Jogos Olímpicos, provavelmente vamos nos deparar com um aumento na quantidade de pacotes abandonados ou suspeitos. Então, a partir disso, certamente veremos uma grande atividade de intervenção."

Na segunda-feira, membros do esquadrão antibombas foram alertados na estação ferroviária de Montparnasse sobre bagagens abandonadas, que a equipe explodiu. Outra sacola, que pertencia a um aluno, também foi destruída na segunda-feira.

Os alertas de bombas em atrações turísticas como o Museu do Louvre e o Palácio de Versalhes também aumentaram após o ataque do Hamas em Israel, em 7 de outubro.

Continua após a publicidade

A França está em alerta máximo desde que aumentou o seu nível de segurança em outubro, quando um homem de origem chechena matou com uma faca um professor numa escola no norte de França.

No sábado passado, uma pessoa morreu e outras duas ficaram feridas depois que um homem atacou turistas no centro de Paris, perto da Torre Eiffel.

O ataque ocorreu no Quai de Grenelle – local também incluído nos planos para a cerimônia de abertura dos Jogos.

Questionada sobre se o governo estava avaliando uma mudança no seu plano de realizar a cerimônia no rio Sena, com centenas de milhares de espectadores esperados ao longo das suas margens, no meio das ameaças à segurança, a ministra francesa do Esporte, Amélie Oudéa-Castéra, disse que não há “plano B”.

(Reportagem de Antonia Cimini)

Veja também

Deixe seu comentário

Só para assinantes