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Conmebol considera "discriminatório" comunicado da FIFPro sobre Copa América

03/06/2021 02h26

Assunção, 2 jun (EFE).- A Conmebol classificou nesta quarta-feira como "injusta e discriminatória" a declaração do sindicato internacional de jogadores de futebol (FIFPro), que expressou preocupação com a recolocação da Copa América no Brasil poucos dias antes do começo do torneio e em um país com números altos de casos e de mortes por Covid-19.

O presidente da confederação sul-americana, Alejandro Domínguez, refutou em carta pública a posição da FIFPro. O sindicato emitiu comunicado em que afirmou que o curto período em que a mudança de local foi confirmada "poderia levar a sérias consequências para a saúde dos futebolistas profissionais, dos funcionários e do público em geral".

"Consideramos injusto e discriminatório o tratamento recebido por parte da FIFPro, já que a única coisa que a Conmebol fez durante esta pandemia foi cuidar da saúde dos jogadores e garantir seu trabalho, que deveria ser do maior interesse do sindicato dos jogadores", declarou Domínguez.

A Copa América estava marcada para junho e julho do ano passado, na Colômbia e na Argentina, mas foi remarcada para os mesmos meses deste ano devido à pandemia da Covid-19. No entanto, o governo colombiano desistiu devido à forte agitação civil vivida no país nas últimas semanas, enquanto as autoridades argentinas renunciaram devido à propagação do vírus SARS-CoV-2. Com isso, a competição acontecerá no Brasil.

"A FIFPro, com seus escritórios na Holanda, deve ter pouco conhecimento do comportamento na região ao fazer tais declarações", criticou Domínguez. "A Copa América será disputada sem público, em cumprimento rigoroso de protocolos sanitários tanto da Conmebol quanto do Brasil, que incluem bolha sanitária estrita, pelo qual dificilmente poderiam estar em risco nossos jogadores, o pessoal operativo e muito menos o público em geral", completou o dirigente.

Segundo o presidente da Conmebol, o sindicato se pronunciou antes de fazer qualquer consulta sobre os preparativos para que a Copa América seja disputada.

"Consideramos desrespeitoso que a FIFPro não se tenha dado ao trabalho de consultar os protocolos, estatísticas e considerações expostas, e ainda assim produz e dissemina comunicados sem baseá-los em dados e informações objetivas e facilmente acessíveis", escreveu Domínguez, que lembrou medidas adotadas pela confederação, entre elas conseguir vacina para jogadores e funcionários de clubes e de seleções.

"A Conmebol foi a primeira Confederação a suspender seus torneios no início da pandemia, priorizando a saúde dos jogadores e da família do futebol sul-americano. E uma vez que os protocolos de saúde aplicados foram retomados, eles atingiram 99% de eficácia", salientou.

"Somos a única confederação que conseguiu obter vacinas para 100% dos jogadores profissionais em todos os países membros, além de toda a comunidade futebolística. Até hoje, mais de 70% da população do futebol foi imunizada", acrescentou.

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