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Colômbia investiga denúncia de assédio sexual na seleção feminina de futebol

28/02/2019 21h27

Bogotá, 28 fev (EFE).- O Ministério Público colombiano abrirá uma investigação pelas denúncias por corrupção e assédio sexual feitas por jogadoras da seleção principal e da sub-17 nas últimas semanas, segundo informações do chefe da procuradoria nacional, Fernando Carrillo.

"Não podemos admitir em cenário algum, e muito menos no esporte, que ocorra este tipo de situações que fazem parte de patologias culturais deste país machista e põem em interdição os direitos da mulher", declarou o procurador.

A denúncia foi feita na semana passada pela aliança de jornalistas La Liga Contra el Silencio. De acordo com o grupo uma das denunciantes, maior de idade e que preferiu não revelar a sua identidade, disse que o assédio por parte de um dos integrantes da comissão técnica da seleção feminina sub-17 começou com comentários como "você está muito bonita e formosa".

Os denunciados são o técnico da seleção sub-17 feminina, Didier Luna, e o preparador físico, Sigifredo Alonso, assim como o ex-treinador da seleção principal Felipe Taborda.

Segundo a jogadora, depois de não ter correspondido às investidas de Luna, este passou a gritar com ela com frequência, a sobrecarregou e a impediu de falar durante as reuniões com o restante do elenco.

Sobre essa situação, há uma semana, o vice-presidente da Federação Colombiana de Futebol (FCF), Álvaro González Alzate, garantiu não ter chegado à entidade notificação alguma por assédio sexual ou mesmo laboral.

A defensoria pública externou nesta quinta-feira a sua preocupação a respeito das denúncias das jogadoras e por isso pediu à FCF que lhe informar se a organização conta com uma política de direitos humanos e se os mecanismos da federação contam com "perspectiva de direitos humanos e de gênero". EFE

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