PUBLICIDADE
Topo

Esporte

Dudamel vê crise na Venezuela como "estímulo" para jogadores alegrarem o país

24/01/2019 22h49

Rio de Janeiro, 25 jan (EFE).- O técnico da Venezuela, Ricardo Dudamel, afirmou nesta quinta-feira que considera a crise política no país sul-americano como um fator de incentivo para os jogadores de sua seleção - uma das adversárias do Brasil na primeira fase da Copa América - darem alegrias aos torcedores e cidadãos venezuelanos.

Dudamel deu a declaração em entrevista após o sorteio dos grupos da Copa América, realizado na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. Ele estava no Chile, treinando a seleção sub-20 venezuelana no Sul-Americano da categoria, e viajou à capital fluminense após a vitória de ontem sobre a Bolívia (1 a 0) apenas para ir à cerimônia.

O tema da crise política na Venezuela tem sido frequente nas perguntas a Dudamel no Sul-Americano. Comandando tanto o elenco sub-20 como o principal, ele fez uma avaliação mais abrangente sobre o que observa da reação dos jogadores e os vê motivados para alegrarem os compatriotas.

"A situação politica é um estímulo para nossos jogadores. Porque queremos dar alegria à Venezuela, queremos dar alegria aos torcedores da 'Vinotinto'", disse o treinador, referindo-se ao apelido da seleção.

"Queremos que o país esteja unido, esteja em calma, esteja em paz, e que quando a 'Vinotinto' jogue, seja um belo momento para convidar todos, com muita esperança, a estarem unidos", acrescentou.

Em relação à participação na Copa América, que será disputada no Brasil de 14 de junho a 7 de julho, Dudamel considerou complicado cair no grupo A, o mesmo dos comandados por Tite. E comentou que não pode ter como estratégia, unicamente, parar Neymar para surpreender os anfitriões.

"É preciso reconhecer os melhores talentos individuais de cada adversário e descobrir onde pará-los. Mas, se você ficar só pensando no Neymar, aparece outro craque do Brasil. Precisamos estar preparados para tudo", afirmou.

Questionado sobre o favoritismo da seleção brasileira em uma chave com Peru, Bolívia e a própria Venezuela, o treinador ressaltou não acreditar que os donos da casa pensem que caíram em um grupo fácil.

"Não penso assim. Não acredito que o Brasil, com o respeito e a experiência do técnico que possui, pense assim. Cada adversário tem uma dificuldade diferente. Acredito que a maior exigência seja para o Brasil, porque, por nomes, está obrigado a passar de fase, sim ou sim", declarou.

Dudamel também falou sobre a evolução do futebol venezuelano, que tem se destacado em competições de base e é, inclusive, o atual vice-campeão mundial sub-20 - perdeu a final da edição de 2017 para a Inglaterra por 1 a 0. E elogiou essa ascensão, que pode fazer com que a seleção do país, seja em qual categoria for, deixe de ser vista de vez como um "patinho feio" entre os pares na América do Sul.

"É fruto de muito trabalho, de muita dedicação, do esforço dos jogadores, do talento que hoje temos nas novas gerações", destacou. EFE

Esporte