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Condenação de CR7 na Espanha pode levar a perda de condecorações em Portugal

23/01/2019 13h08

Lisboa, 23 jan (EFE).- A condenação por fraude fiscal do atacante português Cristiano Ronaldo, na Espanha, levantou uma polêmica no país de origem do jogador, colocando em dúvida as condecorações recebidas do governo local.

Ontem, o camisa 7 da Juventus, da Itália, foi condenado nesta a 23 meses de prisão - isentos de cumprimento - e a pagar uma multa de 18,8 milhões de euros (R$ 80,2 milhões) à receita espanhola, devido quatro crimes fiscais cometidos entre 2010 e 2014.

A sentença levantou a possibilidade, em Portugal, da retirada de duas condecorações, a Ordem do Infante Dom Henrique, a maior do país, e a Grã-Cruz da Ordem do Mérito, concedidas entre 2014 e 2016, respectivamente.

No país, a norma que regula as "ordens honoríficas" estabelece que poderá acontecer a perda se o homenageado for condenado a mais de três anos de prisão, o que não é o caso de CR7. Há, no entanto, outras incompatibilidades, segundo a imprensa lusa.

Por exemplo, o jogador estaria descumprindo a obrigação de "regular seu comportamento, público e privado, pelos ditames da virtude e da honra".

"O comportamento de Cristiano Ronaldo foi o que o levou a condenação", publica hoje o jornal português "Público", que indicou a possibilidade da instauração de um processo disciplinar contra o jogador.

A responsabilidade sobre a abertura de qualquer ação contra o craque cabe ao presidente do país, no caso, Marcelo Rebelo de Sousa. Fontes da presidência apontaram hoje que se espera uma versão final da sentença, para que o caso seja avaliado, se necessário. EFE

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