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Warriors se aproximam de dinastia na NBA e fazem LeBron mudar de ares em 2018

22/12/2018 16h59

Redação Central, 22 dez (EFE).- Kevin Durant, Stephen Curry e companhia mostraram que será difícil impedir que o Golden State Warriors se consolide como uma dinastia na NBA em um 2018 também marcado pela mudança de ares de LeBron James e pela aposentadoria de Manu Ginobili.

A 'varrida' imposta pelos Warriors aos Cavs na decisão da temporada desencadeou uma série de mudanças importantes nos elencos da liga, a começar pelo próprio LeBron.

Sem conseguir sequer contestar o domínio do rival na final, o maior astro da NBA resolveu trocar de casa e vestir a camisa do Los Angeles Lakers pelas próximas temporadas. Porém, o time que recebeu LeBron está longe da tradição vitoriosa da franquia. Mas a missão não era impossível para o responsável por colocar os Cavs no mapa.

Depois de um período de adaptação nada empolgante, LeBron já está à vontade na Califórnia e comanda um time que tem tudo para se classificar aos playoffs da atual temporada, uma das mais disputadas da história da Conferência Oeste.

O nível de concorrência não é coincidência. Praticamente todas as franquias do Oeste foram ao mercado buscar alternativas para impedir que Curry e Durant, que ainda ganharam o reforço do pivô DeMarcus Cousins, coloquem mais um anel no dedo.

Um exemplo disso é o Houston Rockets, derrotado na final de conferência para os Warriors por 4 a 3. James Harden foi eleito MVP, Chris Paul encaixou como uma luva no esquema de Mike D'Antoni, mas a direção da franquia entendeu que precisava de mais um nome de peso.

A escolha foi Carmelo Anthony, que deixava o Oklahoma City Thunder após um ano decepcionante. Não foi diferente no Texas.

Sem se entender com D'Antoni, com quem já se desentendeu quando os dois compartilharam o vestiário do New York Knicks, Carmelo foi afastado pelo Houston depois de disputar somente dez jogos.

Por outro lado, sem o veterano ala-armador, o Thuder despontou como uma das principais forças do Oeste no ano. Recuperado de lesão, Paul George vem comandando o time ao lado de Russell Westbrook, com grande contribuição do pivô Steven Adams.

No entanto, a maior surpresa até então é o Denver Nuggets, que lidera a conferência à frente dos Warriors. E sem grandes jogadores balados, já que o principal reforço do time para a temporada, o armador Isaiah Thomas, fica no banco de reservas.

Além dos Lakers, outro tradicional time que passa por uma grande renovação é o San Antonio Spurs. Nesta temporada, a equipe ainda comandada por Greg Popovic perdeu os últimos dois pilares que a sustentaram ao longo de mais de uma década. Tony Parker deixou a franquia para jogar no Charlotte Hornets. E Manu Ginobili resolveu deixar as quadras, aos 41 anos, 16 deles com os Spurs.

Ao lado de Popovic, Parker e Tim Duncan, Ginobili levou San Antonio à conquista de quatro títulos da NBA. Na seleção argentina, o ala-armador, um dos maiores jogadores sul-americanos da história, foi um dos destaques da conquista da inédita medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas.

Além dos dois, os Spurs trocaram Kawhi Leonard, um dos destaques do time nas últimas temporadas, por DeMar DeRozan. Mas, apesar do bom desempenho de DeRozan no novo time, quem parece ter se dado melhor na negociação foi o Toronto Raptors.

Com Kawhi, Kyle Lowry e companhia, os Raptors lideram a Conferência Leste com folga, seguidos não tão de perto pelo Philadelphia 76ers, que mesclou a juventude de Joel Embid e Ben Simmons com a chegada do experiente Jimmy Butler, e do Milwaukee Bucks, do astro Giannis Antetokounmpo.

A briga também é dura para quem ficará com o título da conferência após mudança de LeBron para o oeste do país. Seja no Miami Heat ou nos Cavs, o astro levou as equipes em que atuou a conquistar o Leste em todas as temporadas desde 2010/2011.

Quem também briga por espaço são os (poucos) brasileiros remanescentes na liga. Apenas Nenê, Cristiano Felício e Raulzinho seguiram na NBA em 2018, o menor número de atletas desde 2009/2010.

Já veterano, Nenê, recém-recuperado de lesão, continua como um importante membro do elenco do Houston, contribuindo com pontos e rebotes ao sair do banco de reservas.

Raulzinho tenta garantir presença na rotação do técnico do Utah Jazz, Quin Snyder, que tem ao menos três outros nomes para a posição de armador: Ricky Rubio, Donovan Mitchell e Dante Exum.

É o mesmo caso de Cristiano Felício, que disputa uma vaga no garrafão do Chicago Bulls com Wendell Carter Jr. e Robin López.

A situação é, em parte, reflexo da crise quase eterna do basquete nacional, mas algumas iniciativas têm buscado reverter esse quadro, recuperar a modalidade no Brasil e fortalecer o principal torneio local, a NBB.

Uma delas foi batizada como Copa Super8, competição em formato mata-mata entre os oito melhores colocados no primeiro turno, valendo uma vaga na Liga das Américas em 2020.

Outra foi a adoção de um modelo de transmissão pulverizada, aos moldes do sistema adotado nos Estados Unidos, após o encerramento de um contrato de dez anos com o Grupo Globo. Desta forma, ESPN, BandSports, Band e FoxSports exibem partidas do NBB, que também tem parcerias com Facebook e Twitter para transmissão de jogos exclusivos na internet.

Dentro de quadra, os dois destaques do ano vêm de São Paulo. Em julho, o Paulistano venceu o Mogi Morim por 3 a 1 na série final e conquistou seu primeiro título do NBB. Em dezembro, o Franca derrotou o Instituto Córdoba, na Argentina, e levantou o troféu da Liga Sul-Americana após 27 anos sem vencer a competição.

Nas seleções, o ano também foi de sequência de renovação. Contratado no ano passado para comandar a equipe masculina no ciclo até os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, o croata Aleksandr Petrovic começou a dar sua cara ao time, mesclou jovens talentos com a volta de alguns medalhões, como Anderson Varejão, que agora atua no Brasil, e ficou perto de alcançar um dos principais objetivos neste ano: a vaga no Mundial de 2019, na China.

Com sete vitórias e três derrotas nas Eliminatórias, o Brasil precisa vencer dois seus próximos jogos no torneio - contra Ilhas Virgens e República Dominicana - para garantir a classificação. No início de dezembro, a seleção masculina teve a oportunidade de carimbar o passaporte para a China de forma antecipada, mas foi derrotada, em São Paulo, pelo Canadá por 94 a 67.

No feminino, o Brasil apenas assistiu a mais um título dos Estados Unidos, desta vez sobre a Austrália, no Mundial realizado na Espanha. A crise que começou no ano passado, deixando o país de fora da competição depois de 58 anos, parece não ter fim, mesmo com a chegada do técnico Carlos Lima ao banco de reservas.

No principal torneio disputado neste ano, o Sul-Americano, a seleção brasileira também decepcionou e acabou derrotada na final pela Argentina, por 65 a 64. Foi a primeira vez desde 1986 que o Brasil não conquistou o título da competição. Mas, apesar da derrota, a equipe levou uma vaga para o Pré-Olímpico do próximo ano, torneio em que terá que apresentar um basquete muito melhor para ter chances de disputar os Jogos de Tóquio.

O ano de 2018 também foi marcado pelo décimo título do Real Madrid na Euroliga. A equipe espanhola prevaleceu na final contra o Fenerbahce, atual campeão do torneio, e levantou o trófeu graças a Luka Doncic, escolhido como MVP da temporada e da decisão.

As atuações na Euroliga de Doncic, que já tinha levado a Eslováquia ao título do Eurobasket sobre a Sérvia, chamaram a atenção da NBA, e o jovem ala-armador, de 19 anos, foi draftado pelo Dallas Mavericks e tornou-se um fenômeno imediato, não se intimidou de jogar entre os principais astros do basquete, e já desponta como favorito ao título de Novato do Ano. EFE

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