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River supera Boca e é tetra da Libertadores; Athletico fatura Sul-Americana

22/12/2018 16h58

Redação Central, 22 dez (EFE).- Na edição mais longa da história da Taça Libertadores, cuja final aconteceu mais tarde que o previsto devido à violência de torcida na Argentina, o River Plate bateu o Boca Juniors na decisão e se sagrou tetracampeão, enquanto o Athletico Paranaense ficou com o título da Copa Sul-Americana um dia após ter mudado o nome.

A Libertadores começou em 22 de janeiro com um 0 a 0 entre Montevideo Wanderers e Olimpia, pela primeira fase preliminar, e terminou em 9 de dezembro, com a vitória do River em um Superclássico disputado em palco inusitado, o estádio Santiago Bernabéu, em Madri.

No último ano em que a decisão do principal torneio interclubes da Conmebol foi disputada em jogos de ida e volta, a luta pelo título foi protagonizada por aquela que talvez seja a maior rivalidade do futebol das Américas.

A final foi marcada por uma série de alterações de datas, a começar pela troca da quarta-feira à noite, horário nobre da confederação sul-americana, para o sábado, devido a uma reunião do G20 na Argentina, o que concentrou a atenção das forças de segurança, e da realização de uma data Fifa. Com isso, os jogos foram marcados para os dias 10 e 24 de novembro.

Entretanto, na ida já houve uma alteração, do sábado, dia 10, para o domingo, dia 11, devido às fortes chuvas em Buenos Aires, que alagaram parte do gramado de La Bombonera, inviabilizando a possibilidade de a bola rolar. Com 24 horas de atraso, os dois times empataram em 2 a 2.

A volta foi ainda mais complicada. A festa estava armada no estádio Monumental de Nuñez, com direito à presença do presidente da Fifa, Gianni Infantino, mas o ônibus que levava a delegação do Boca para o local foi atacado com pedras, garrafas e outros objetos, o que causou ferimentos em alguns jogadores e até no motorista.

O horário da partida foi atrasado três vezes para que os feridos fossem atendidos, mas depois optaram por remarcar o clássico para o dia seguinte. Os 'Xeneizes' disseram que não entrariam em campo e até tentaram ficar com o título no tapetão, mas, como punição ao River e uma forma de faturar comercialmente, a Conmebol levou a segunda partida para a Espanha.

Quando a bola enfim rolou, do outro lado do Oceano Atlântico, o Boca até saiu à frente, mas o River empatou a partida no tempo normal e marcou dois gols na prorrogação para vencer por 3 a 1 e conquistar o tetra da Libertadores.

A comemoração com a torcida em solo argentino teve que ser adiada para este domingo, dia 23, porque antes o time dirigido por Marcelo Gallardo foi para os Emirados Árabes disputar o Mundial de Clubes. E fez feio. Nove dias depois de ter festejado no Bernabéu, perdeu para o Al Ain nos pênaltis, pelas semifinais, e teve de se contentar com o terceiro lugar, obtido com um triunfo sobre o Kashima Antlers.

Com o peso de ter que aguentar as zoações do rival, o Boca ao menos não saiu de 2018 de mãos abanando, ao ter conquistado o seu 27º argentino, o segundo seguido. Na Copa Argentina, o Rosario Central, tri-vice de 2014 a 2016, enfim levantou a taça.

Para disputarem o Superclássico na final da Libertadores, River e Boca eliminaram dois brasileiros, respectivamente Grêmio e Palmeiras. O Tricolor gaúcho defendia o título e obteve uma vitória em Buenos Aires, mas perdeu de virada na Arena e ficou pelo caminho.

O Alviverde, que ao longo da temporada trouxe de volta o técnico Luiz Felipe Scolari, ídolo do clube, ficou sem o bi, mas comemorou o decacampeonato brasileiro, com uma campanha feita em boa parte pelos reservas, já que os titulares estavam reservados para a competição continental.

Na Sul-Americana, o Athletico Paranaense deixou dois brasileiros para trás, o Bahia, nas quartas, e o Fluminense, nas semifinais, antes de superar o Junior Barranquilla nos pênaltis na Arena da Baixada. Um dia antes, o clube do Paraná trocou de nome - incluindo a letra "H" e retirando o acento agudo - e de escudo.

O Junior, por sua vez, conquistou o título do Torneio Finalización do Campeonato Colombiano após sete anos. O time de Barranquilla goleou o Independiente Medellín por 4 a 1 no primeiro jogo e, na ressaca da derrota para o Athletico, foi derrotado por 3 a 1 no segundo, mas não deixou o troféu escapar.

Já o Deportes Tolima ergueu a taça do Torneio Clausura, no primeiro semestre, ao despachar na final o Atlético Nacional. Com isso, o algoz do Corinthians na Libertadores de 2011 encerrou jejum de 15 anos sem soltar o grito de campeão na elite da Colômbia.

No Uruguai, o domínio foi do Peñarol, que se sagrou bicampeão sem necessidade de final. Os 'Carboneros' fizeram a melhor campanha geral e ainda ganharam do Nacional na semifinal, entre os vencedores de Apertura e Clausura.

Na primeira vez desde 2010 que o Campeonato Chileno durou o ano inteiro, sem divisão em Apertura e Clausura, quem deu a volta olímpica foi a Universidad Católica, que marcou três pontos a mais que a segunda colocada, a Universidad de Concepción (61 a 58).

A LDU de Quito quebrou um jejum de oito anos sem títulos ao ser campeã equatoriana, derrubando o Emelec na final. Já o Sporting Cristal ganhou o Campeonato Peruano pela segunda vez em três anos, ao superar o Alianz Lima, que defendia o título.

Quem também vem dominando o seu país, com três títulos nas últimas quatro temporadas, é o Zamora, que levou a melhor sobre o Deportivo Lara na final do Venezuelano. Na Bolívia, o Apertura foi do Jorge Wilstermann, e o Clausura, do San José.

Campeão da primeira edição da Liga dos Campeões da Concacaf, em 1962, o Chivas Guadalajara saiu da fila e voltou a vencer o torneio em 2018. Dessa forma, se habilitou para ser o mexicano da vez no Mundial e, assim como a maioria dos compatriotas na competição, fracassou ao ficar em sexto lugar.

Em âmbito nacional, o Clausura do México, disputado no primeiro semestre, foi vencido pelo Santos Laguna. No Apertura, da segunda metade do ano, quem se deu melhor foi o Cruz Azul. Na MLS, principal liga dos Estados Unidos, sob o comando do argentino Gerardo Martino, o Atlanta United obteve seu primeiro título. EFE

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