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Liga feminina é "terreno fértil para lesbianismo", diz dirigente colombiano

20/12/2018 19h54

Bogotá, 20 dez (EFE).- O presidente do Deportes Tolima, Gabriel Camargo, fez duras críticas ao Campeonato Colombiano feminino de futebol, dizendo que o torneio é um "terreno fértil para o lesbianismo" e não é rentável para os clubes do país e que as jogadoras "consomem mais álcool que os homens".

Ao comentar a qualidade da competição, disputada neste ano pela segunda vez, o ex-senador disse à emissora "Caracol Rádio" que o campeonato é ruim e não consegue se pagar.

Perguntado sobre a situação do Atlético Huila, que no último dia 2 foi campeão da Taça Libertadores feminina ao bater o Santos nos pênaltis em Manaus, o dirigente disparou: "Devem estar arrependidos de terem conquistado o título e ter investido tanto dinheiro na equipe".

"Fora isso, lembro a vocês, a liga feminina é um tremendo terreno fértil para o lesbianismo", acrescentou o presidente do Tolima, campeão colombiano no primeiro semestre deste ano e que para disputar o campeonato nacional e a Taça Libertadores masculinos tem a obrigação de manter um time de mulheres.

Pelas redes sociais, Yoreli Rincón, uma das principais jogadoras do Huila na campanha do título continental, respondeu Camargo de maneira veemente.

"Presidente Camargo, não se esqueça de onde vêm os seus filhos: de uma mulher. Ou você quer uma jogadora que passe roupa e lave os pratos do clube?", escreveu Yoreli.

"Tomara que em sua equipe masculina você conquiste um bicampeonato com jogadores que não fumem e não tenham mais de uma mulher. Respeite", completou. EFE

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