PUBLICIDADE
Topo

Esporte

Cristiano Ronaldo será julgado por fraude fiscal na Espanha em janeiro

Português será ouvido só por questão burocrática, já que chegou a um acordo com autoridades espanholas e será condenado a dois anos de prisão, que não precisarão ser cumpridos, e ao pagamento de multa - Gonzalo Arroyo Moreno/Getty Images
Português será ouvido só por questão burocrática, já que chegou a um acordo com autoridades espanholas e será condenado a dois anos de prisão, que não precisarão ser cumpridos, e ao pagamento de multa Imagem: Gonzalo Arroyo Moreno/Getty Images

Da EFE, em Madri

20/12/2018 20h59

A Audiência Provincial de Madri anunciou nesta quinta-feira (20) que julgará Cristiano Ronaldo no dia 21 de janeiro, mas apenas como cumprimento de um trâmite burocrático, já que o jogador português chegou a um acordo com a Promotoria e com a Receita espanhola e será condenado a dois anos de prisão, que não precisarão ser cumpridos, e ao pagamento de 18,8 milhões de euros.

Fontes ligadas ao caso informaram à Agência Efe que a Audiência agendou o julgamento para às 9h50 (local, 6h50 de Brasília). O craque português, que no meio do ano se transferiu para a Juventus, é acusado de quatro crimes fiscais, que teriam sido cometidos de 2011 a 2014, quando ainda defendia o Real Madrid.

No ato, que durará apenas um dia, Cristiano provavelmente reconhecerá a fraude e aceitará a punição. Ainda não está definido se ele marcará presença ou participará através de videoconferência.

Leia também:

Em um primeiro momento, a Promotoria pediu o pagamento de 14,7 milhões de euros, mas após acordo abaixou o valor para 5,7 milhões de euros. De toda forma, ainda pelo pacto, o pagamento será de 19 milhões devido a juros e multas.

Assim, Cristiano se junta a uma lista de jogadores que cometeram crimes contra a Fazenda Pública da Espanha e chegaram a um acordo, como o lateral-esquerdo Marcelo, os meias Javier Mascherano, Luka Modric e Ángel Di María e o atacante Radamel Falcao.

No caso do jogador da Juventus, a Promotoria acredita que o jogador se aproveitou de uma estrutura societária criada em 2010 para ocultar do fisco as receitas geradas na Espanha pelos direitos de imagem, algo que representa um descumprimento "voluntário" e "consciente" das suas obrigações fiscais na Espanha.

Além disso, o Ministério Público diz que Cristiano apresentou na declaração de imposto de renda de 2014 algumas receitas de fonte espanhola entre 2011 e 2014 de 11,5 milhões de euros, quando o valor certo era de quase 43 milhões de euros.

Por fim, a Promotoria afirma que o atacante, eleito cinco vezes o melhor jogador do mundo, não incluiu "voluntariamente" ganhos que a Receita calcula serem de 28,4 milhões de euros por direitos de imagem.

Esporte