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Palmeiras não passa pelo Boca em casa, e Libertadores terá final argentina

31/10/2018 23h43

São Paulo, 31 out (EFE).- O Palmeiras lutou, mas não foi além de empate com o Boca Juniors em 2 a 2, nesta quarta-feira, no estádio Allianz Parque, e se despediu da Taça Libertadores, que terá final argentina pela primeira vez na história, já que ontem o River Plate despachou o Grêmio, em Porto Alegre.

Após vencer por 2 a 0, em casa, o time visitante ampliou ainda mais a vantagem, graças a gol do atacante Ramón Ábila, aos 17 do primeiro tempo. Na etapa complementar, o time comandado por Luiz Felipe Scolari esboçou reação, com gols dos zagueiros Luan, aos 7, e Gustavo Gómez, aos 15, esse último, em cobrança de pênalti.

Autor dos dois gols da vitória 'xeneize' na ida, o atacante Darío Benedetto saiu do banco de reservas logo após o segundo gol alviverde. Aos 24, o carrasco se mostrou implacável, voltou a balançar a rede e acabou com a reação dos donos da casa, dando números finais ao duelo e a série.

Com o resultado, o Boca terá pela frente na decisão o arquirrival River, na primeira vez que duas equipes argentinas duelam pelo título da Libertadores. Além disso, esta é a última edição do torneio em que a final acontecerá em dois jogos, que terão como palcos os estádios La Bombonera e Monumental de Núñez.

Na competição continental, as duas equipes já se enfrentaram 24 vezes, com o time azul e amarelo levando vantagem por ter vencido dez confrontos. Os 'Millonarios' ganharam sete partidas, e ainda houve sete empates. Nas três eliminatórias que fizeram, os 'Xeneizes' levaram a melhor em duas.

O último encontro, pelas oitavas, em 2015, terminou com polêmica e exclusão do Boca, devido as agressões de torcedores a jogadores do River, inclusive, com lançamento de gás de pimenta dentro do túnel de acesso ao vestiário de La Bombonera utilizado pelos visitantes.

Em finais, as duas equipes se encontraram duas vezes, em 1976, no Campeonato Argentino, com os 'Xeneizes' levando a melhor no estádio Juan Domingo Perón; e em março deste ano, com os 'Millonarios' ganhando por 2 a 0 e erguendo o troféu da Supercopa Argentina, no estádio Malvinas Argentinas.

O primeiro duelo da decisão da Libertadores acontecerá na próxima quarta-feira, na Bombonera. O jogo de volta está programado para o dia 28, no Monumental.

Para o jogo desta quarta-feira, o Palmeiras veio com duas mudanças, com relação ao jogo de ida. No setor criativo, Lucas Lima ganhou a posição de Moisés. Já no ataque, o colombiano Miguel Borja, artilheiro da competição, com nove gols, deu lugar a Deyverson.

O Boca, que não teve o técnico Guillermo Barros Schelotto no banco, por suspensão, apresentou uma novidade. O atacante colombiano Sebastián Villa ganhou vaga na equipe, para acrescentar velocidade, com isso, Mauro Zárate foi para o banco, onde também estava Darío Benedetto, autor dos dois gols da ida.

O duelo começou disputado, como esperado, com os dois times buscando espaço para agredir. Aos 10, em bela trama ofensiva, Deyverson foi lançado, serviu Dudu, que cruzou da direita para Bruno Henrique estufar a rede. Em seguida, o árbitro chileno Roberto Tobar foi alertado pelos auxiliares de vídeo e anulou o lance, por impedimento do camisa 16.

O susto não intimidou os visitantes, que assumiram o controle da partida. Aos 12, Ábila bateu livre na área e parou em defesa de Weverton, em lance que os jogadores do time argentino reclamaram que o goleiro fez a defesa dentro do gol. Dois minutos depois, Jara bateu cruzado da direita, Pavón apareceu entre os zagueiros e finalizou para fora.

A pressão 'xeneize' surtiu efeito aos 17, em mais uma boa ação ofensiva. Villa recebeu sozinho no flanco direito e colocou a bola dentro da área mais uma vez, encontrando Ábila, que se antecipou aos zagueiros e deu leve toque para abrir o placar, aumentando ainda mais a vantagem nas semifinais.

Precisando de quatro gols para reverter a série, o Palmeiras procurou se lançar ao ataque. Aos 25, após escanteio cobrado por Lucas Lima, Gómez testou e parou na defesa de Rossi. Em nova chegada, aos 33, Mayke recebeu na direita e arriscou, mas, concluiu por cima do gol.

O primeiro tempo terminou com polêmica envolvendo a arbitragem. Nos acréscimos, após bola alçada na área, houve toque na mão de Pérez. Apesar dos apelos para a consulta do vídeo, Tobar não fez sinalização, considerou a ação involuntária e mandou o jogo seguir, ignorando, inclusive, que a bola saiu pela linha de fundo logo após o desvio no volante.

Para a etapa complementar, o Verdão voltou mais ofensivo, com Moisés no lugar de Bruno Henrique. A mexida de Felipão se traduziu em um time mais agressivo. Logo aos 2 minutos, Lucas Lima pegou sobra de bola e soltou uma bomba, parando na defesa de Rossi.

O torcedor palmeirense, enfim, pôde comemorar um gol validado aos 7. Após falta cobrada da direita por Lucas Lima, a zaga afastou, Deyverson desviou, Felipe Melo escorou para dentro da área e achou Luan, que fuzilou de bate-pronto e estufou a rede, sem dar chance para o goleiro argentino do Boca.

Com o Allianz Parque devidamente incendiado, aos 13, Dudu foi derrubado na área por Izquierdoz, em lance que o chileno Roberto Tovar não teve dúvidas para marcar a infração. Gómez foi para a cobrança e mostrou muita categoria, acertando o canto esquerdo de Rossi.

Aos 16, a história começou a mudar, quando Benedetto saiu do banco, substituindo Ábila. Oito minutos depois, o atacante recebeu na entrada da área e, sem ser marcado de forma mais incisiva, teve liberdade para bater cruzado, no canto esquerdo de Weverton, e empatar.

O terceiro quase saiu aos 31, quando Zárate, que havia acabado de entrar no lugar de Pavón, cobrou falta com muita categoria e acertou o travessão. No rebote, Benedetto se esticou todo e, livre, testou para fora. O último lance, no entanto, foi anulado por impedimento.

A necessidade de fazer mais três gols na reta final do jogo acabou sendo um balde de água fria para os palmeirenses, que não tiveram forças para uma nova pressão. Aos 46, Deyverson chegou a acertar cabeçada na trave, mas o lance não valeu, por posição irregular do atacante.



Ficha técnica:.

Palmeiras: Weverton; Mayke, Luan, Gómez e Diogo Barbosa; Felipe Melo (Gustavo Scarpa), Bruno Henrique (Moisés) e Lucas Lima; Dudu, Willian (Borja) e Deyverson. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

Boca Juniors: Rossi; Jara, Izquierdoz, Magallán e Olaza; Nández, Barrios e Pérez (Gago); Pavón (Zárate), Villa e Ábila (Benedetto). Técnico: Guillermo Barros Schelotto.

Árbitro: Wílmar Roldán, auxiliado pelos por seus compatriotas Alexánder Guzmán e John Alexánder León.

Gols: Luan e Gómez (Palmeiras); Ábila e Benedetto (Boca Juniors)

Cartões amarelos: Felipe Melo, Luan, Gómez e Deyverson (Palmeiras); Ábila e Pérez (Boca Juniors).

Estádio: Allianz Parque, em São Paulo.

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