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Rússia, Argentina e COI se destacam nos Jogos da Juventude, encerrados hoje

18/10/2018 20h00

Buenos Aires, 18 out (EFE).- A Rússia, líder absoluta do quadro de medalhas, com 58, a Argentina, que sediou o evento e viu sua bandeira estendida no pódio 26 vezes, e o Comitê Olímpico Internacional (COI), que inovou com esportes inéditos, foram os destaques da terceira edição dos Jogos da Juventude, encerrados nesta quinta-feira em Buenos Aires.

As disputas começaram no dia 6 de outubro, com uma inovadora cerimônia de abertura no Obelisco, na Avenida 9 de Julho, que durou quase duas horas e que teve mais de 200 mil espectadores, segundo os organizadores.

"Estes Jogos superaram todas as nossas expectativas. Nem sequer imaginávamos chegar a tanto sucesso. Conseguimos que fosse mais urbano, com mais participação feminina, mas o ambiente, a qualidade da vila e os espectadores, em todos os sentidos, tudo superou amplamente as nossas expectativas", disse nesta quinta-feira o presidente do COI, o alemão Thomas Bach.

"Com o sucesso arrasador destes Jogos Olímpicos da Juventude, ninguém pode ter nenhuma dúvida que Buenos Aires seria uma grande cidade anfitriã para os Jogos Olímpicos", acrescentou Bach.

Os esportes que estrearam em um programa do COI cativaram o público. O caratê, a escalada esportiva, o break dance e a patinação de velocidade sobre rodas estrearam com arquibancadas cheias.

Além disso, foi a primeira vez que uma edição de Jogos Olímpicos teve paridade de gênero, um assunto em voga especialmente na população até 18 anos, idade limite para competir no evento.

Outra inovação foi a de aproximar as modalidades das pessoas e promovê-las em parques. Segundo o Comitê Organizador, Buenos Aires 2018 teve quase 1 milhão de espectadores.

A Rússia liderou o quadro de medalhas, com 59: 29 de ouro, 18 de prata e 12 de bronze. A segunda posição ficou com o Japão (15-12-12), e a terceira, com a China (18-9-9). Completaram o top 5 a Itália (11-10-13), a França (5-15-7) e a Argentina.

Potência nos Jogos para adultos, os Estados Unidos terminaram apenas na nona posição, com seis medalhas de ouro, cinco de prata e sete de bronze.

Já o Brasil foi o segundo melhor sul-americano, com 15 medalhas, mesmo número dos Jogos da Juventude de 2014, em Nanquim (China). Entretanto, foram obtidos menos ouros, com dois, quatro a menos que na Ásia. Ainda foram conquistados quatro pratas e nove bronzes.

Tiveram destaque na equipe brasileira o ouro da equipe de futsal, obtido hoje, no último dia de competições, e o bronze do pugilista Luiz de Oliveira no peso mosca, mesma categoria em que seu avô, Servílio de Oliveira, ganhou uma medalha do mesmo metal nos Jogos Olímpicos de 1968, na Cidade do México.

Até 2012, Servílio foi o único brasileiro dono de medalha olímpica no boxe. Depois de 44 anos de jejum, o país enfim voltou a ter atletas no pódio na modalidade em Londres 2012, com Adriana Araújo, Esquiva Falcão e Yamaguchi Falcão, que também foram bronze. No Rio 2016, Robson Conceição foi campeão.

Os Jogos da Juventude de Buenos Aires tiveram a participação de 4.012 atletas, metade mulheres e metade homens, de 15 a 18 anos, provenientes de 206 países. A próxima edição do evento será realizada daqui a quatro anos em Dacar, no Senegal.

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