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Blatter e Platini completam 3 anos de uma suspensão que mudou o futebol

08/10/2018 14h40

Madri, 8 out (EFE).- Joseph Blatter e Michel Platini completam nesta segunda-feira três anos de suspensão e, enquanto o ex-presidente da Fifa chega à metade da pena por corrupção, o ex-mandatário da Uefa fica a um ano de se livrar da punição.

Em meio aos escândalos de corrupção da Fifa, com batidas policiais na sede em Zurique e detenções de alguns dirigentes, a própria federação tomou a iniciativa com um xeque-mate ao homem que a presidiu durante 17 anos e ao que pretendia sucedê-lo no cargo.

Outubro de 2015 representou o "fim e início" da organização esportiva mais poderosa do mundo. A Comissão de Ética independente que Blatter tinha impulsionado para evitar suspeitas engoliu o próprio criador com uma suspensão temporária de 90 dias por suposta corrupção e partiu para cima de Platini, também punido.

Junto a eles caíram o ex-secretário geral, o francês Jérôme Valcke - dez anos de suspensão - e outro dos candidatos a substituir Blatter, o sul-coreano Chung Mong-joon, que conseguiu diminuir a punição de seis anos para 15 meses.

Mas o calvário de Blatter e Platini seguiu outro caminho. Unidos como presidente e assessor desde a chegada à presidência do primeiro (1998) e distanciados quase até a inimizade com o passar do tempo, os dois ficaram fora de jogo por algo que ocorreu há mais de uma década.

O pagamento "em prejuízo da Fifa" de dois milhões de euros que Blatter fez a Platini em 2011 por serviços prestados entre 1999 e 2002 foi o motivo de uma sanção inicialmente provisória que passou para oito anos, mas depois foi reduzida a seis e rebaixada a quatro só para o francês pela Corte Arbitral do Esporte (CAS).

Com ambos longe dos holofotes, a Fifa se empenhou para se reinventar e se afastar das suspeitas de corrupção. A Fifa 2.0 de Gianni Infantino, com seus princípios de "transparência, responsabilidade, cooperação e inclusão", está prestes a encarar uma nova etapa, com eleições já programadas para o dia 5 de maio de 2019.

Enquanto isso, com 365 dias de sanção ainda pendentes, Platini espera que o Tribunal Europeu de Direitos Humanos reabilite sua imagem e Blatter aproveita qualquer ocasião para se defender.

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