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Candidatura do Qatar a Copa de 2022 boicotou adversárias, diz jornal inglês

Ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter comandava a entidade quando do anúncio de Qatar-2022 - Michael Buholzer/AFP
Ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter comandava a entidade quando do anúncio de Qatar-2022 Imagem: Michael Buholzer/AFP

EFE

29/07/2018 11h42

Os promotores da candidatura do Qatar para sediar a Copa do Mundo de 2022 violaram as normas da Fifa ao realizar operações encobertas a fim de sabotar as adversárias, publicou neste domingo (29) o jornal britânico The Sunday Times.

O periódico diz que teve acesso a documentos da equipe qatariana que demonstram que foi contratada uma empresa de relações públicas e ex-agentes da CIA para que realizassem campanhas de propaganda negativa contra os concorrentes considerados mais fortes, os Estados Unidos e a Austrália.

As operações incluíram, por exemplo, recrutar pessoas influentes para que atacassem publicamente as candidaturas dos seus próprios países, para dar a impressão de que estas não tinham apoio em nível nacional, um dos requisitos para receber o evento, explicou o dominical.

O Sunday Times publicou anteriormente artigos que denunciavam a suposta corrupção da candidatura do Qatar, como a propina paga pelo delegado qatariano na Fifa, Mohammed bin Hammam. O dirigente acabou exonerado em uma investigação apoiada pela federação internacional.

O jornal considera que os documentos vazados agora envolvem diretamente o Qatar a operações irregulares. Porém, em declarações coletadas pelo rotativo, o Comitê Supremo do país árabe encarregado do Mundial negou todas as alegações e lembrou que colaborou com a investigação da Fifa, além de ter cumprido estritamente com a legislação da organização.

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