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AFA "esquece" Copa América de 2019 e Mundial de 2022 e já pensa em 2026

27/07/2018 16h04

Buenos Aires, 27 jul (EFE).- O presidente da federação argentina de futebol (AFA), Claudio Tapia, afirmou que apesar das disputas da Copa América de 2019, que acontece no Brasil, e da Copa do Mundo de 2022, que será realizada no Catar, o foco do trabalho da seleção será o Mundial de 2026.

"Não temos urgência. Se tivermos a consciência de que não vamos sair campeões do Brasil, então não tem motivo para se apressar", declarou Tapia em entrevista publicada hoje pelo jornal "El Clarín". "O nosso futuro não está na próxima Copa América ou na Copa no Catar, eu acho que está no Mundial de 2026", completou o dirigente.

Ao ser perguntado sobre sucessor do técnico Jorge Sampaoli, demitido nesta semana, o mandatário da AFA ressaltou que o primeiro passo será aprovar o projeto que o time nacional terá pelos próximos anos. "Às vezes, cometemos erros por nos apressarmos. Nós não vamos cometer erros, precisamos escolher bem", comentou.

Sobre o desempenho da Argentina no Copa 2018, em que a 'Albiceleste' perdeu para a França nas oitavas de final, o dirigente admitiu que não foi bom e desejou ter visto o mesmo Sampaoli que dirigiu o Sevilla.

"Para nós, um bom Mundial seria estar entre os quatro primeiros, nunca pensamos em terminar desta maneira. Sofri porque poderíamos ter tido uma Copa do Mundo melhor do que tivemos. Acreditamos que somos os melhores do mundo porque temos o melhor jogador do mundo, mas o futebol mudou", lamentou Tapia.

"(No Sevilla) Sampaoli tinha uma equipe sólida, agressiva, uma linha de jogo de muita movimentação, compacta. Gostaria de ter visto isto também na seleção argentina, por isso fomos buscá-lo. Talvez ele não tenha tido tempo necessário ou não convocou como tinha que fazer para aplicar este modelo. Ou talvez tenhamos entendido mal o projeto quando o buscamos", acrescentou o presidente da AFA, tentando explicar o fracasso.

O argentino de 50 anos também defendeu o elenco de jogadores e comentou sobre o futuro de Messi na seleção. "Estes meninos, em quatro anos, nos deram três finais. Os jornalistas e os torcedores foram injustos com os jogadores. (Sem Messi) Será preciso apostar em outras coisas. Mas é preciso apresentar a ele um projeto para escolher com tranquilidade se quer continuar ou não. Não tenho dúvidas de que ele sempre quis defender a camisa argentina", enfatizou.

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